Prévia da inflação no Brasil é a maior desde o plano real; Fortaleza tem maior acumulado do País

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Fortaleza acumula 11,4% de alta no período de 12 meses, de acordo com o IBGE

Com a divulgação da prévia da inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), os preços em Fortaleza acumulam alta de 11,49% nos últimos 12 meses – maior resultado entre as 11 regiões metropolitanas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A prévia da inflação no País também apresentou um percentual de destaque. O IPCA-15 nacional em setembro foi a 1,14% – maior resultado desde 2016 (1,42%) e o mais expressivo para um mês de setembro desde 1994, primeiro ano do plano real. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (24).

Considerando a prévia de Fortaleza em setembro, houve alta de 0,68% na Capital cearense e região metropolitana. É o menor resultado do Brasil no período.

CARNE E TOMATE

De acordo com o IBGE, o resultado mensal em Fortaleza foi influenciado pela queda nos preços de alguns alimentos, com destaque para o tomate, que registrou deflação de 14,35% na prévia, e a carne (-0,94%).

Além disso, os produtos farmacêuticos, que tiveram queda de 0,91% na prévia, também evitaram um percentual maior.

A prévia da inflação de Fortaleza poderia ter apresentado um resultado ainda menor em setembro se não fosse a influência das passagens do transporte intermunicipal, que tiveram reajuste de até 12,99% no início do mês.

Com isso, a prévia da inflação do ônibus intermunicipal teve alta de 2,15% em Fortaleza.

VEJA O QUE MAIS SUBIU EM FORTALEZA

  1. Passagem aérea: 43,73%
  2. Batata-inglesa: 14,26%
  3. Ônibus interestadual: 8,70%
  4. Frango em pedaços: 7,03%
  5. Ar-condicionado: 6,62%
  6. Café moido: 5,66%
  7. Revestimento de piso e parede: 5,33%
  8. Aves e ovos: 5,15%
  9. Conserto de aparelho celular: 4,98%
  10. Ovo de galinha: 4,88%

BRASIL

O maior impacto e a maior variação em âmbito nacional vieram do grupo transportes, com alta de 2,22%. A segunda maior contribuição veio de alimentação e bebidas, com variação de 1,27% no período.

O cálculo do IPCA-15 considera os preços de produtos e serviços entre 14 de agosto e 14 de setembro deste ano e são comparados aos preços que estavam vigentes de 14 de julho a 13 de agosto.

Diário do Nordeste

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