Sob protesto de servidores, governo estadual anuncia reajuste de 5,62%

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A reposição salarial dos servidores estaduais em 2024 será de 5,62% e sem respeito à data-base, sendo efetivada em julho para a folha de pagamento de agosto. O anúncio foi feito pelo Governo do Estado na manhã desta quarta-feira, dia 20 de março, em negociação com o Fórum Unificado das Associações e Sindicatos dos Servidores Públicos Estaduais (Fuaspec), na sede da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag).

Em meio à dura negociação, o Fuaspec insistiu no respeito à data-base de 1º de janeiro, prevista na Lei 14.867/2022, mas os representantes do governo impuseram o índice e demais condições, informando que a mensagem com o reajuste já seria encaminhada à Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), independentemente de os servidores aceitarem ou não.

Na visão do governo, o reajuste de 5,62% contempla o IPCA acumulado (4,62%) mais 1% de ganho real. O Fuaspec, no entanto, denuncia que a proposta não é boa, pois o salário dos servidores já se encontra corroído pelas perdas acumuladas e a reposição será implementada em julho para repercussão na folha de agosto.

“Que fique claro: isso não é ganho real. Quando o governo não garante a retroatividade, ele já ganhou 7 meses de salário sem reajuste”, destacou a coordenadora do Fuaspec, Ravenna Guimarães.

Sobre o cronograma de reposição das perdas acumuladas – que de 2015 a 2023 somam 35,51% – o assessor especial da Chefia de Gabinete da Casa Civil, Nelson Martins, afirmou que não reconhecia as perdas salariais e que não haveria cronograma de reposição, contradizendo fala do governador Elmano de Freitas.

Após a reunião, o Fuaspec convocou todo o grupo de servidores do local a se encaminhar à Assembleia Legislativa, a fim de contatar o líder do governo, Romeu Aldigueri (PDT), e demais deputados, com o objetivo de melhorar a proposta.

Diretores do Sintaf Ceará estiveram presentes ao ato em defesa do reajuste salarial, que aconteceu em paralelo à negociação, e acompanharam a coordenação do Fuaspec na Alece.

3 COMENTÁRIOS

  1. Estas cambadas, Nelson Martins, Elmano de Freitas e outros mais que hoje exerce cargo no governo tem posturas bem diferente que no passado recente. Não reconhecer percas salariais por conta de não cumprir leis que eles mesmo ajudaram a aprovar quando comeram a atuar no parlamento são bastantes incoerentes com suas atitudes. Em fim são mais uns canalhas.

  2. Boa tarde,
    Além de ser um reajuste pifil, sem retroagir a janeiro, será 50% de 5,62. Portanto, 2,81% de reajuste. E não devemos esquecer do Imposto de renda e da previdência, descontos direto na fonte, que reduzirão mais ainda o salário líquido do servidor. Deprimente.

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