Inflação fura a meta e fecha 2021 em 10,06%, maior desde 2015

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O poder de compra do consumidor brasileiro voltou a ser assombrado por uma inflação de dois dígitos. Nos 12 meses do ano passado, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial de inflação no país, acumulou variação de 10,06%, a maior alta desde 2015 (10,67%). Os dados foram divulgados nessa terça-feira (11/01) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado veio acima das expectativas do mercado financeiro. Analistas consultados pela agência Bloomberg projetavam variação de 9,96% no acumulado de 2021. Com o resultado, o índice estourou com folga a meta perseguida pelo BC (Banco Central), que era de 5,25%. Especialistas analisam que a disparada do IPCA foi impulsionada por uma combinação de fatores díspares, principalmente os preços dos combustíveis e energia elétrica. Com os reajustes nas bombas, a gasolina acumulou alta de 47,49% em 2021. O etanol, por sua vez, disparou 62,23%. Outros destaques nos transportes foram os preços dos automóveis novos (16,16%) e usados (15,05%).

Também contribuíram o aumento de itens básicos para as famílias, como alimentos, inclusive por alterações climáticas que afetaram plantio e colheita de diferentes produtos, além de persistente ruptura na cadeia global de abastecimento de insumos industriais, especialmente chips.

Além disso, o resultado de 2021 foi influenciado pelo grupo de transportes, que apresentou a maior variação (21,03%) e o principal impacto (4,19 pontos percentuais) no acumulado do ano. Em seguida, vieram os segmentos de habitação (13,05%), que contribuiu com 2,05 pontos percentuais, e alimentação e bebidas (7,94%), com impacto de 1,68 ponto percentual. Juntos, os três responderam por cerca de 79% do IPCA de 2021.

Fonte: O Estado CE

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