Fazendários participam de manifestações contra a reforma Administrativa no dia 18

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As centrais sindicais convocam os trabalhadores de todo o país para atos contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 32, da reforma Administrativa, nesta quarta-feira, dia 18 de agosto. A data será marcada por protestos, panfletagens, carreatas e paralisações no setor público municipal, estadual e federal. Em Fortaleza, a manifestação terá início às 8h, na Praça da Imprensa, e contará com a participação do Sintaf.

Diante da convocação das centrais, a Diretoria Colegiada convida toda a categoria a participar do ato, diante da gravidade da proposta de reforma administrativa, que, a exemplo da reforma previdenciária, não atinge apenas os servidores públicos, mas toda a sociedade.

A PEC 32 acaba com a estabilidade dos servidores e pode comprometer serviços essenciais à população, a exemplo das áreas de saúde e educação. Por isso, é fundamental ampliar o engajamento da sociedade no enfrentamento a esta reforma, que, caso aprovada, acarretará no desmonte dos serviços públicos.

A pressão também será feita sobre deputados federais, para que rejeitem a proposta, por meio das redes sociais, pela ferramenta “Na Pressão” (https://napressao.org.br/campanha/diga-nao-a-reforma-administrativa), e por meio de campanhas nas bases eleitorais dos parlamentares (estados e municípios), denunciando tanto os prejuízos da PEC 32 como os deputados que votam contra o serviço público.

A luta em defesa do serviço público é de todos e todas. Partipe!

Retrocessos da PEC 32

• Acaba com concursos para o setor público: menos servidores significa serviços mais precarizados;

• Acaba com estabilidade de servidores: trabalhadores podem ser perseguidos e demitidos abrindo espaço para contratação de cargos que atendem ao interesse de um governante e não da sociedade;

• Transfere atividades públicas para a iniciativa privada: serviços públicos básicos como a saúde ficarão nas mãos da iniciativa privada, com custos repassados à população, cuja maioria, não pode pagar;

• Dá poderes ao presidente da República para reorganizar o funcionamento do Estado: sem discussão com a sociedade ou com o Congresso, o chefe do Executivo poderá interferir na organização dos serviços públicos;

• Não combate altos salários: a PEC 32 não mexe com os chamados cargos de Estado – militares, juízes, desembargadores, diplomatas, que são os mais altos salários. A maioria dos servidores ganha, em média, R$ 3.816,00. No serviço municipal, o rendimento é menor ainda: Cerca de 75% ganha até R$ 3.381,00. (Fonte: CUT Ceará)

 

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