Crise hídrica pode ter impacto na inflação e na economia

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O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Bruno Funchal, afirmou que a chegada de uma nova crise hídrica ao país, com impacto no setor elétrico, gera risco à retomada da atividade econômica e pode ter repercussão sobre a inflação.

Foto: Edu Andrade/ASCOM/ME

O secretário do ministro da Economia Paulo Guedes participou de audiência pública no Congresso sobre medidas de enfrentamento à pandemia da Covid-19. Ele afirmou que a vacinação pode impulsionar a economia e melhorar as contas do governo, mas ponderou que o risco no setor elétrico não pode ser ignorado.

“Claro que a gente tem riscos pela frente, essa crise hídrica é um risco, a gente não pode ignorar isso. É um risco que pode ter repercussão na reaceleração da economia e na inflação”, disse.
A preocupação de membros do Ministério da Economia é que a retomada da economia possa esbarrar em uma limitação da capacidade de fornecimento de energia. O governo emitiu alerta de emergência hídrica em cinco estados: Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná.

Na sexta-feira passada, a Aneel anunciou a aplicação do patamar 2 da bandeira tarifária vermelha para o mês de junho, ao custo de R$6,243 para cada 100kWh (quilowatt-hora) consumidos.
A agência citou “condições hidrológicas desfavoráveis” em maio para ativar o patamar mais caro do sistema de bandeiras tarifárias. Em maio vigorou no país a bandeira tarifária vermelha, patamar 1, em que o acréscimo é de R$ 4,169.

A medida tem impacto direto no custo da energia para os consumidores e produz efeito sobre os índices de inflação.
Durante evento organizado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) ontem, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), cobrou do governo respostas sobre a iminência de uma escassez energética no Brasil.
O secretário de Fazenda também afirmou que o Brasil tem nível elevado de endividamento e possui hoje pouco espaço para implementar novas medidas de enfrentamento à pandemia. Ele ponderou que as ações necessárias serão adotadas pelo governo.

Fonte: O Estado CE

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