Dia da Consciência Negra: reflexão e luta por uma sociedade com justiça e igualdade social

915

O Dia da Consciência Negra, celebrado neste 20 de novembro, dedica-se a conscientizar sobre a importância do povo africano na formação da cultura nacional, e torna-se ainda mais importante na atual conjuntura, diante dos ataques conservadores, onde é fundamental debater o racismo com mais intensidade. A data foi escolhida porque neste dia, no ano de 1695, morria o líder do Quilombo dos Palmares, Zumbi.

Segundo destaca a Agência Lupa, os negros ainda são minoria nas posições de liderança no mercado de trabalho e entre os representantes políticos no Legislativo. Também são uma parte ínfima da magistratura brasileira. Entre aqueles que não têm emprego ou estão subocupados, negros são a maior parte. Também são a maior parte entre as vítimas de homicídio e compõem mais de 60% da população carcerária do país. Os negros detêm, ainda, a menor remuneração relativa do País.

Os dados acima não podem permanecer como simples constatação; devem ser o combustível para a reflexão e a luta por uma sociedade justa e igualitária. Enquanto o racismo, a falta de oportunidades e a desigualdade não forem eliminados, haverá motivos para celebrar o Dia da Consciência Negra.

As estatísticas comprovam que, no atual cenário nacional de crise, com projeto econômico do governo federal voltado para a concentração de renda, todos os trabalhadores, sobretudo a população mais pobre e negra, é a mais atingida com a perda de direitos. Assim, o Dia da Consciência Negra não é meramente um dia de comemoração, mas de muita luta para a construção de uma nova sociedade.

Zumbi dos Palmares

A homenagem a Zumbi foi mais do que justa, pois este personagem histórico representou a luta do negro contra a escravidão no período do Brasil Colonial. Ele morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também uma forma coletiva de manutenção da cultura africana no Brasil. Zumbi lutou até a morte por esta cultura e pela liberdade do seu povo.

“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele,
por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as
pessoas
precisam aprender, e se podem aprender a odiar,
podem ser
ensinadas a amar”
(Nelson Mandela)

3 COMENTÁRIOS

  1. Podemos mudar isso, toda essa desigualdade, basta lutar e conseguiremos um equilíbrio para o mundo!

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here