Bolsonaro sancionará ajuda aos Estados com veto a reajuste de servidores

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Presidente pediu apoio a governadores

Mandatários reuniram-se por vídeo
Maia e Alcolumbre estavam presentes
São R$ 60 bi a Estados e municípios

O presidente Jair Bolsonaro afirmou na manhã desta 5ª feira (21.mai.2020) que vai sancionar “o mais rápido possível” o projeto de socorro a Estados e municípios com veto para o reajuste de servidores. O congelamento será até o dia 31 de dezembro de 2021.

“A cota de sacrifício dos servidores, pela proposta que está aqui, é não ter reajuste até 31 de dezembro do ano que vem”, disse.

De acordo com o presidente, as autoridades discutiram diversas alternativas para mitigar os efeitos da crise desencadeada pela pandemia da covid-19 (doença causada pelo novo coronavírus). Uma delas –descartada– foi a redução de 25% dos salários do servidores. Bolsonaro afirmou, portanto, que a solução de congelar salários era “boa” por ser “o remédio menos amargo”.

“É de extrema importância que esse veto seja mantido por parte do Parlamento. E assim é que nós vamos construir a nossa política: nos entendendo cada vez mais. Deixo claro que as promoções e progressões vão continuar ocorrendo normalmente”, disse.

Bolsonaro deu as declarações durante reunião por videoconferência com os 27 governadores, além dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Maia e Alcolumbre estavam ao lado de Bolsonaro, presencialmente. Os 3 tiveram audiência antes da videoconferência com os governadores, no Palácio do Planalto.

AUTORIDADES DEFENDEU “UNIÃO”
O presidente da Câmara disse que “a união de todos” e a sanção do projeto –que será feita nesta 5ª feira, segundo ele–, vão permitir uma sequência de ações no enfrentamento à pandemia.

“[É] um projeto construído no Congresso Nacional junto com o governo federal que hoje vem a sua sanção, 1 momento muito importante no enfrentamento à crise”, afirmou.

O Congresso aprovou o projeto que prevê socorro aos Estados no início do mês. São R$ 60 bilhões, que se estendem também a municípios.

O presidente Jair Bolsonaro, no entanto, ainda não sancionou o texto. Isso porque os congressistas incluíram reajuste salarial a algumas categorias, ao contrário do que deseja o governo.

Se Bolsonaro vetasse o trecho referente ao reajuste, o Congresso ainda teria a prerrogativa de derrubá-lo. Por isso, o presidente –e o ministro Paulo Guedes (Economia)– negociaram para que o veto fosse mantido.

“Temos que trabalhar em conjunto”, disse Bolsonaro no início de seu discurso.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), adversário político de Bolsonaro, também defendeu a união entre os governos federal, estadual e municipal:

“Quero cumprimentar a forma com que essa reunião está sendo conduzida, para a união de todos […] Vamos em paz, presidente. Vamos pelo Brasil e vamos juntos”, disse.

Fonte: Poder 360

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