Servidores são alvo de novo ataque com divulgação mentirosa de supersalários

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A estratégia de culpar os servidores públicos pelas mazelas do País é antiga e também está presente nesta eleição. O objetivo é sempre o mesmo: mobilizar a opinião pública a favor de governos ou campanhas eleitorais para justificar a retirada de direitos dos trabalhadores. Esta semana, fomos surpreendidos com um novo ataque aos servidores estaduais, com a divulgação mentirosa de “supersalários” no Estado do Ceará.


 


Através de um site apócrifo – caso em que não se divulga os responsáveis ou autores das publicações – está sendo divulgada uma lista com os maiores salários do Estado, onde são citados, nominalmente, secretários de Estado, procuradores, delegados de polícia, médicos peritos e servidores fazendários, dentre outros. 

 


Para se ter uma ideia, o site aponta que somente um servidor da Sefaz recebe doze vezes mais que o teto remuneratório estadual, determinado pela Emenda Constitucional nº 90/2017, que atualmente corresponde a R$ 30.471,11. Além de divulgar o valor errado do salário do servidor, em desacordo com o que está disposto no site da Transparência Ceará, o site omite, propositalmente, que nenhum servidor no Estado do Ceará recebe mais do que o teto remuneratório e que valores recebidos acima do teto são devolvidos aos cofres públicos. 

 


Ao divulgar valores exorbitantes, de forma irresponsável, o referido site atinge todos os trabalhadores do serviço público. “Isso faz parte de uma campanha para desmoralizar os servidores públicos, que no passado já foram chamados de marajás”, lembra o diretor de Organização do Sintaf, Lúcio Maia. “A remuneração dos servidores da Sefaz é condizente com a complexidade e a responsabilidade do trabalho e com os relevantes serviços prestados ao Estado”, ressalta o diretor Mauro Bastos.

 


A Diretoria Colegiada já acionou a sua Assessoria Jurídica para a abertura de processo contra o site, com a devida identificação dos responsáveis. “Ao divulgar os dados de maneira errada, com valores acima do teto remuneratório, o site age de má-fé com o objetivo de colocar a sociedade contra o servidor público”, alerta Lúcio. “Isto faz parte de uma campanha para justificar futuros ataques aos servidores, com a retirada de direitos tanto de ativos como de aposentados”, reitera.