Servidores públicos fazem protestos em todo o país contra a reforma administrativa nesta quarta-feira

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Nesta quarta-feira (dia 18), servidores públicos federais, estaduais e municipais de todo o Brasil farão uma greve nacional contra a reforma administrativa, como vem sendo chamada a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/2020. Além disso, há protestos marcados em várias cidades. No Rio, os trabalhadores organizam uma caminhada no Centro, da Candelária, na Avenida Presidente Vargas, em direção à nova sede da Assembleia Legislativa (Alerj), na Rua da Ajuda. O ato está marcado para as 16h.

Em Niterói, haverá manifestação às 9h, em frente ao Colégio Estadual Liceu Nilo Peçanha. Na Região Serrana, em Nova Friburgo, a mobilização está programada para as 17h, na Rodoviária Urbana. No mesmo horário, em Resende, no interior fluminense, acontecerá um protesto no Mercado Popular.

A reforma administrativa, proposta pelo governo federal, muda regras para novos servidores públicos — por exemplo, reduzindo a estabilidade a apenas algumas categorias. O texto tramita na Câmara dos Deputados.

Em Brasília, a partir das 10h desta quarta-feira, servidores farão uma manifestação na Esplanada dos Ministérios. A ideia é prosseguir até a Câmara dos Deputados.

Atos convocados por centrais sindicais também estão confirmados em Salvador (BA), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Recife (PE), Teresina (PI), Porto Velho (RO), Florianópolis (SC), São Paulo, Santos (SP), Santo André (SP), Bauru (SP) e Aracaju (SE).

Seminário da Câmara na Alerj: defensores da PEC não compareceram

Na segunda-feira (dia 16), a Alerj recebeu o Seminário Estadual da Comissão Especial da Câmara dos Deputados sobre a Reforma Administrativa, evento que a Câmara federal promove nos estados para aprofundar o debate sobre a PEC 32/2020.

Representantes de instituições que defendem a aprovação do texto foram convidados, mas não compareceram.

O presidente da Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj), Felipe Gonçalves, sustentou que o objetivo da reforma administrativa é sucatear o serviço público, sob o pretexto de inchaço da máquina, apesar do décit de servidores — no Judiciário, o número já chega a cinco mil postos de trabalho vazios, segundo ele.

— Essa PEC não ataca somente os servidores públicos, ela é um ataque à concepção de Estado. Ela quer acabar com os direitos que foram garantidos na Constituição de 88, como o direito a saúde, educação e saneamento básico — disse.

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