Proposta de reforma preocupa governadores do NE

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Reunidos na representação do Ceará em Brasília, nesta quarta-feira, 6, governadores nordestinos demonstraram preocupação de que a reforma da Previdência apresentada pelo Governo Federal venha prejudicar as camadas mais pobres da sociedade brasileira. Anfitrião do encontro, o governador cearense Camilo Santana (PT) disse que os participantes do fórum compreendem a importância do tema, mas que seu conteúdo precisa ser discutido amplamente. Carta assinada pelos nove governadores do Nordeste, abordando outros três temas, deve ser entregue ao Congresso Nacional.


”Estamos priorizando alguns temas importantes que estão no debate nacional como a reforma da previdência que, apesar de não haver nenhuma representação oficial por parte do Governo Federal, é um tema de grande relevância”, afirmou Camilo. Sobre a proposta, ele disse: “Queremos que ela não prejudique os mais pobres, principalmente os homens e mulheres da área rural”.


Na mesma linha, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), diz que seus colegas reconhecem que a questão previdenciária precisa ser priorizada. “Alertamos, contudo, a necessidade de pontos atinentes à preservação de direitos dos mais pobres, do campo e da cidade, serem melhor debatidos”, pontuou. Versão preliminar da proposta de Jair Bolsonaro para o fator previdenciário é de igualar idade mínima de 65 anos tanto para homens quanto para mulheres poderem se aposentar.


Governadores nordestinos, no entanto, demonstram insatisfação com essa projeção. “Nós consideramos que o déficit tem que ser naturalmente enfrentado, porém, não devem ser os mais frágeis a pagar a conta”, enfatizou o chefe do executivo maranhense.


Documento assinado por todos os governadores do Nordeste apresenta ainda outros três pontos a serem discutidos nacionalmente. São eles: segurança pública; ampliação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb); e retomada da discussão de temas específicos dos estados, como a cessão onerosa relativa aos royalties do petróleo e a securitização das dívidas.