Nova crise em Brasília em meio à pandemia

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A semana começa com muitas interrogações em Brasília a respeito da novíssima crise política instalada pelo Palácio do Planalto, após a exoneração do diretor da Polícia Federal e o posterior depoimento incendiário do ex-ministro Sérgio Moro a respeito de supostas interferências no comando da PF. Sobre os episódios, haverá movimentação na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

O Executivo deve fazer as substituições no Ministério da Justiça e na PF, e isso deve ser alvo de questionamentos até judiciais. Até o momento, os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, não se manifestaram sobre a crise.

O farão agora? Em que tom? Os holofotes, entretanto, estão voltados para o Supremo Tribunal Federal. Lá, o ministro decano Celso de Mello deve autorizar inquérito para investigar as declarações de Moro. Quando era impossível pensar em crise maior do que a do coronavírus, Brasília surpreende o País.

Na Esplanada

Como será o Governo Bolsonaro daqui para a frente? Terá o presidente condição de tocar o País que enfrenta uma grave pandemia e, em paralelo, se defender de acusações graves? Na própria Esplanada dos Ministérios há incertezas. Seria o ministro da Economia, Paulo Guedes, o próximo levado à fritura pública? Membros da bancada federal cearense consideram que ainda não ficou explicado o episódio em que a Casa Civil apresentou um plano de crescimento pós-crise sem o protagonismo do ministro da Economia.

Articulação falha

Como será a nova relação do Governo com o Congresso? As turbulências vão cessar? No início da semana passada, o Senado aprovou projeto que muda as regras para concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC) que, nas contas da equipe econômica, trará um custo extra de até R$ 20 bilhões por ano. O Governo era contra a proposta, mas não teve articulação para barrá-la. Agora, a Economia vai aconselhar o presidente Bolsonaro a vetar o projeto, assegurou o secretário do Tesouro Nacional, cearense Mansueto Almeida.

Negócio da China

Neste domingo (26), o Ceará começou a receber equipamentos da China para o combate ao coronavírus. Uma ampla articulação com fornecedores e autoridades públicas brasileiras e chinesas, como já relatamos nesta coluna. O mais importante, entretanto, ainda está por vir: o carregamento de 700 respiradores para a montagem de novos leitos de UTI. O pico está se aproximando.

Por tabela

Quando o ex-presidente Lula dá declarações cogitando o nome do governador Camilo Santana para a corrida eleitoral de 2022, ele fala menos a Camilo e bem mais a Ciro Gomes.

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