Mercado aumenta previsão do PIB e reduz inflação

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O mercado subiu a expectativa do Produto Interno Bruto (PIB) e reduziu a da inflação para este ano, segundo o boletim Focus divulgado na manhã dessa quinta-feira (22). Segundo economistas, a economia brasileira deverá crescer 1,68%, uma alta de 0,08 ponto percentual em relação à previsão da semana passada. Na primeira semana de janeiro, o mercado avaliava que o crescimento seria de 1,52%. A expectativa voltou a subir após quatro semanas de estagnação em 1,6%. Já em relação aos próximos três anos, os economistas mantiveram a previsão em 2%. A revisão ocorre após a divulgação do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do BC), considerada uma prévia do PIB, que indicou que a atividade econômica brasileira cresceu mais do que o esperado em dezembro e fechou o quarto trimestre do ano passado com resultado positivo, terminando 2023 com crescimento de 2,45%. Outra mudança foi a expectativa para a inflação, que caiu de 3,82% para 3,81% em 2024, voltando assim ao patamar que estava na primeira semana de fevereiro. Para 2025, a previsão subiu de 3,51% para 3,52%, e houve manutenção em 3,5% para 2026 e 2027. O centro da meta oficial para a inflação em 2024, 2025 e 2026 é de 3%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. O dólar também teve uma leve alta, indo de R$ 4,92 para R$ 4,93 neste ano. Já para os três anos seguintes, os economistas mantiveram em R$ 5 (2025), R$ 5,04 (2026) e R$ 5,10 (2027). O boletim Focus foi divulgado com atraso em razão da paralisação dos servidores do Banco Central, que pedem melhorias na carreira, contratação de mais servidores, reajuste salarial, retribuição por produtividade, exigência de nível superior para o cargo de técnico e outras solicitações. De acordo com o sindicato, o Banco Central não realiza concurso há mais de dez anos e tem hoje 44% de postos vagos de um total de 6.470. Aumento da proposta Para acabar com o movimento grevista, o governo federal aumentou para 23% a proposta de reajuste dos servidores do Banco Central em duas parcelas nos anos de 2025 e 2026. A proposta anterior do governo Lula era de um reajuste de 13% nos dois anos. O Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, comandada pela ministra Esther Dweck, aceitou também a proposta de mudar o nome da categoria de analistas do BC para “auditor”, uma antiga reivindicação dos servidores. A reivindicação oficial dos servidores é por reajuste de 36% e uma reestruturação da carreira. A falta de acordo na semana passada levou a uma paralisação de 48 horas, a partir da terça-feira passada (20), para pressionar o governo por uma proposta melhor na mesa de negociação para o Banco Central. A categoria vinha criticando a ministra Dweck por estar sendo excessivamente dura com os servidores do BC nas negociações após quatro anos sem receber reajuste. Em 2023, os servidores foram beneficiados com o reajuste de 9% concedido de forma linear a todos os servidores do Executivo Federal. A expectativa no governo é que o acordo será fechado e que a ministra cedeu e fez uma grande proposta diante da realidade de restrição fiscal.

Fonte: O Estado/Ce

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