Fortaleza ocupa 18ª posição em ranking de desenvolvimento sustentável entre 26 capitais brasileiras

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A Cidade de Fortaleza ocupa a 18ª posição no Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades no Brasil (IDSC-BR), entre as 26 capitais. A pesquisa aponta que a capital do Ceará ainda tem grandes desafios a superar para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) até 2030, estando distante das metas estabelecidas em onze dos 17 ODS.

A pesquisa consistiu em um trabalho de seleção, coleta e sistematização de dados de 770 municípios brasileiros, incluindo as capitais estaduais, além de cidades de todas as regiões metropolitanas e biomas do País. Em comparação com os 770 municípios brasileiros selecionados para o estudo, Fortaleza está na posição de número 460, com uma pontuação média de 52.44, considerando todos os objetivos a serem atingidos. Quanto mais próximo de 100, mais perto de alcançar as metas estabelecidas pela ONU.

Dentre os 17 objetivos traçados pela Organização estão a erradicação da pobreza, educação de qualidade, igualdade de gênero, água limpa e saneamento. A Cidade registra nove Objetivos assinalados na cor vermelha, nível mais baixo do índice. Essa cor indica que ainda há grandes desafios nos seguintes tópicos:

  • 2 – Fome zero e agricultura sustentável (37.2 pontos);
  • 3 – Saúde e bem-estar (56.4 pontos);
  • 4 – Educação de qualidade (50.9 pontos);
  • 5 – Igualdade de Gênero (33.9 pontos);
  • 6 – Água Limpa e Saneamento (62.1 pontos);
  • 10 – Redução das Desigualdades (23.1 pontos);
  • 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis (53.2 pontos);
  • 15 – Proteger a Vida Terrestre (13.4 pontos);
  • 16 – Paz, Justiça e Instituições eficazes (25.5 pontos)

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável atingidos (Cor verde):

  • 7 – Energia limpa e acessível (98.5 pontos);
  • 13 – Ação contra a mudança global do clima (95.7 pontos)

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em que há desafios (Cor amarela):

  • 1 – Erradicação da pobreza (74.3 pontos);
  • 9 – Indústria, Inovação e Infraestrutura (78.0 pontos);
  • 14- Vida na água (61,0 pontos);
  • 17 – Parcerias e meios de implementação (33,0 pontos)

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em que há desafios significativos (Cor laranja):

  • 8 – Trabalho decente e crescimento econômico (52,1 pontos);
  • 12 – Consumo e produção responsáveis (42.7 pontos)

Dados

O Índice apresentado é um estudo desenvolvido pelo Programa Cidades Sustentáveis (PCS), em parceria com a Sustainable Development Solutions Network (SDSN), uma iniciativa da ONU para monitorar os ODS em seus países-membros. O levantamento dos dados foi realizado pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).

Embora as cidades ainda tenham quase dez anos para avançar na Agenda 2030, o estudo mostrou que a maioria dos municípios está distante de cumprir as metas estabelecidas em 2015. “O objetivo mais desafiador é o 3 (Saúde e Bem-Estar), justamente o que apresenta uma relação direta com a pandemia e preconiza o reforçar a capacidade de todos os países, particularmente os países em desenvolvimento, para o alerta precoce, redução de riscos e gerenciamento de riscos nacionais e globais de saúde”, informou o Instituto.

O Instituto Cidades Sustentáveis ressalta ainda que alguns desses pontos são desafios compartilhados por prefeitos e gestores públicos de todo o País. Por outro lado, o índice mostra que Fortaleza está muito próxima de alcançar plenamente o ODS 7, de Energia Limpa e Acessível com 98.5 pontos e o ODS 13, de Ação Contra a Mudança Global do Clima, com 95.6 pontos.

Balanço geral

  • 756 das 770 cidades estão no pior parâmetro do sistema de classificação e as outras 14, no segundo pior.
  • Nenhuma cidade está nas duas melhores faixas da escala, que significam que o objetivo foi atingido (no caso do melhor quartil) ou que há alguns desafios para atingi-lo (no caso do segundo melhor).
  • Os dados e indicadores do índice não levam em consideração os efeitos da pandemia, uma vez que se referem a períodos anteriores à disseminação do coronavírus.

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