Economia do Ceará deve crescer 1,3% em 2022, projeta Santander

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Projeção de PIB cearense consta em estudo sobre economia regional realizado pelo banco
Projeção do Banco Santander aponta que a economia do Ceará deverá crescer 1,3% em 2022, influenciada, preponderantemente, pelo setor de serviços.

A estimativa faz parte de um estudo especial do Departamento Econômico do Santander sobre economia regional.
A previsão dos técnicos do Santander fica abaixo da traçada pelo (Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará), que apontou crescimento de 1,57% no Produto Interno Bruto (PIB).

Realizado anualmente, o levantamento do banco apresenta projeções econômicas para estados e regiões do País quanto ao horizonte de 2020 a 2023.

Conforme o estudo, o PIB brasileiro deverá ter expansão de 2,6% neste ano, enquanto o da região Nordeste deve crescer 1,7%.

Setores

O Ceará representa 15,6% da economia nordestina, terceiro maior peso entre os nove estados da região, atrás da Bahia (28%) e de Pernambuco (18,4%).

Nos cálculos de Gabriel Couto, economista do Santander e autor do estudo, os serviços serão a principal influência positiva para o crescimento cearense em 2022. O setor deve mostrar incremento de 2,1% no estado este ano, em linha com a expectativa de 2% para a média do Nordeste.

“Pelo segundo ano consecutivo, os serviços devem ficar em terreno positivo no Ceará. Estimamos que a reabertura da economia tenha permitido que o setor terciário no Nordeste compensasse totalmente em 2021 a contração de 2020”, diz Couto.

Na agropecuária e na indústria, por outro lado, o PIB do Ceará deve ter retração este ano, observa Couto. No primeiro setor, o recuo previsto para 2022 é de 0,2%, em linha com a perspectiva de redução de 0,3% para a média nacional no PIB agro. O segmento responde por 5,1% da economia do estado.

Já o PIB industrial deve diminuir 3,1% este ano no Ceará. Na média do Nordeste, o PIB industrial subiu 0,6% no ano passado e vai recuar 0,3% este ano, calcula o Santander.

“A política monetária mais restritiva e problemas nas cadeias produtivas globais devem impactar o setor em 2022 no Nordeste, assim como nas demais regiões do País”, ressalta Couto.

Fonte: Diário do Nordeste

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