Crédito e emprego animam varejo do Ceará para fim do ano

291


Na manhã de ontem, o setor assinou uma linha de crédito de R$ 200 milhões com o BNB para capital de giro


 


O aporte de recursos para o comércio, a desaceleração da taxa de desemprego no Estado e a redução da inadimplência e do endividamento devem aquecer as vendas em 2018 no Ceará e fechar este ano com um crescimento de até 5% no setor. A projeção foi feita por Freitas Cordeiro, presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Ceará (FCDL). 


“Nós acreditamos que dezembro deve encerrar o ano com um aumento de 5% em relação às vendas de 2017. Esse número é para a gente uma taxa muito boa”, acrescenta o empresário, que participou ontem (25), na sede da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Fortaleza (CDL) da assinatura de contrato de linha de  financiamento disponibilizada pelo Banco do Nordeste (BNB) de cerca de R$ 200 milhões para varejistas da Capital.


Os recursos vão financiar a formação de estoques de fim de ano e serão distribuídos em operações de crédito no âmbito do FNE Giro, destinados para aquisição de mercadorias, com taxas de juros a partir de 0,49% ao mês e prazo de pagamento de até 18 meses. “Todo recurso que vem para o varejo é como sangue na veia. A atividade comercial não se faz sem dinheiro. O que a gente pleiteia é um tratamento diferenciado para o associado da CDL tenha uma esteira de análise para ser mais rápida”, disse Cordeiro.


Sustentabilidade do setor Segundo ele, o crédito do BNB somado ao equilíbrio das taxas de desemprego são fatores fundamentais para a sustentabilidade do setor no Ceará. “A construção civil deve empregar mais  também e são fatores que a gente analisa e acredita que o ano vai dar para passar”, diz.


Para o presidente da CDL de Fortaleza, Assis Cavalcante, o varejo está fazendo a sua parte buscando contratar mão de obra e crédito para as compras de fim de ano. “Nós estamos negociando com os fornecedores preços melhores, estamos com esse nanciamento


do BNB com uma condição especial para fazermos empréstimos e aportar capital de giro e buscando parcerias com as indústrias e os distribuidores para recuperar as perdas que tivemos no primeiro semestre. Neste fim de ano teremos um crescimento nas vendas em Fortaleza, mas ainda não temos um número estimado”, avalia.


Ele afirma ainda que o setor está sempre vigilante no que diz respeito à inadimplência. “72% das pessoas que receberam os benefícios de décimo terceiro no meio do ano usaram o dinheiro para pagar os débitos. Em decorrência disso teremos famílias menos endividadas e por sua vez teremos mais vendas no varejo”.


Segundo Cavalcante, a qualquer momento, os lojistas podem fazer uso do crédito do BNB. “Mas o momento oportuno é exatamente agora porque nós temos que negociar com a indústria, fornecedores e distribuidores. Temos de receber essa mercadoria até meados de outubro para se preparar e precicar de tal forma que até 20 de novembro a gente ter essa mercadoria nas lojas”.