Ceará é o sexto colocado nas vendas externas de confecções no Brasil

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O Ceará é o sexto estado brasileiro em exportações no setor de confecções, pois concentra um dos maiores polos do setor. O total acumulado no ano passado chegou a US$ 4,17 milhões, o que significa um crescimento de 2,5% em relação a 2017, o montante é o melhor resultado desde 2014. No mesmo intervalo de tempo, as importações obtiveram um salto ainda maior. Com crescimento de 37,4%, quando comparado a 2017, as aquisições internacionais do Estado no setor chegaram à marca dos US$ 11,5 milhões só no ano passado. Os números fazem parte do estudo setorial de confecções do Ceará em Comex, elaborado pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec).


Os artigos mais vendidos ao exterior pelo Estado, no setor, foram os sutiãs e bustiês, com um total de US$ 1,06 milhões, segundo maior valor do País para o produto. O montante alcançado pelos sutiãs representa 25% das exportações cearenses no segmento. Os principais destinos são Paraguai e Bolívia, muito em decorrência da realidade fronteiriça, uma vez que as exportações do segmento são, em sua maioria, realizadas via modal rodoviário. Juntos, os dois países compreendem 57,5% das vendas internacionais do Ceará, totalizando US$ 2,4 milhões.


O grupo de produtos que compreende as calças e shorts masculinos foi o mais importado pelo Estado no período analisado, com US$ 1,42 milhão no total. Logo em seguida estão os trapos e desperdícios, com US$ 1,19 mi. Os sutiãs e bustiês reaparecem como o terceiro item mais importado, com total de US$ 1,18 milhão. O grupo de sutiãs detém, ainda, o segundo maior crescimento entre os artigos importados, tendo aumentado em 96,4% em compras pelo Ceará. A China vendeu para as empresas cearenses um total de US$ 7,41 milhões, valor que cresceu 47,9% entre 2017 e 2018. O segundo maior exportador para cá, Bangladesh, forneceu US$ 1,9 milhão.