Bolsonaro demite Vélez do Ministério da Educação e indica Abraham Weintraub

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 Anúncio do economista para a pasta foi feito em rede social na manhã desta segunda-feira


 


Jussara Soares e Geralda Doca


 


BRASÍLIA — O presidente Jair Bolsonaro demitiu nesta segunda-feira o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, e indicou Abraham Weintraub ao cargo. O anúncio foi feito pelo Twitter. Fora da agenda,  Bolsonaro se reuniu com Vélez  na manhã de hoje no Palácio do Planalto.


“Comunico a todos a indicação do Professor Abraham Weintraub ao cargo de Ministro da Educação. Abraham é doutor, professor universitário e possui ampla experiência em gestão e o conhecimento necessário para a pasta. Aproveito para agradecer ao Prof. Velez pelos serviços prestados”, escreveu o presidente.


Escolhido para chefiar o Ministério da Educação, o economista e militante de direita Abraham Weintraub já defendeu combater o “marxismo cultural nas universidades”. De acordo com uma fonte do Palácio do Planalto, foi justamente o perfil ideológico do ex-secretário-Executivo da Casa Civil que fez com que o presidente Jair Bolsonaro o confirmasse para o cargo.


 


Economista especialista em Previdência


Neófito na política e nome desconhecido no mercado, o economista Abraham é professor da Unifesp e, junto com o irmão, o advogado Arthur Weintraub, se tornou um dos primeiros apoiadores do presidente Jair Bolsonaro — antes mesmo do posto “Ipiranga”, como ficou conhecido o ministro da Economia, Paulo Guedes. Eles foram   apresentados ao presidente pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS). O parlamentar conheceu os irmãos em um seminário internacional da Previdência realizado em março de 2017, no Congresso Nacional. Lorenzoni ficou encantado pelas ideias dos dois e logo os apresentou a Bolsonaro.


Abraham é especialista em previdência e tem15 livros publicados. Ele se define como liberal, seguidor da Bíblia. Quando indagado sobre o fato de ser nome desconhecido, responde que ele e o irmão são conhecidos no exterior. O irmão já foi pesquisador em Harvard.


O novo ministro contou por diversas vezes que começaram a ser perseguidos dentro da universidade depois que o vínculo com Bolsonaro se tornou público. Há estudos dos dois sobre previdência no site da Unifesp, mas a assessoria de imprensa ressalta que eles não representam o pensamento da instituição. Ele participou da elaboração da proposta de reforma da Previdência junto com técnicos da equipe econômica.