Ceará pulveriza áreas para crescer

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No terceiro episódio do Projeto Retomada da Economia, O POVO dialoga com os cadeias produtivas sobre as perspectivas para o Estado

Conhecido por ter a capital como Terra do Sol, o Ceará possui cerca de 9,2 milhões de habitantes, sendo o terceiro mais populoso da região Nordeste e o oitavo do Brasil. Somente a Capital, Fortaleza, tem mais de 2,7 milhões de pessoas.

Sua vasta extensão, 148.894,447 km², dá a posição de quarto maior estado do Nordeste e possibilita um amplo leque de atividades e negócios que vão das tradicionais indústrias, espalhadas por diferentes cidades na Região Metropolitana e Interior, ao comércio e o setor de serviços em todos os 184 municípios.

Em 2021, o Produto Interno Bruto (PIB) do Estado apontou crescimento de 6,63%, comparado ao ano anterior. O resultado foi impulsionado pela indústria e superou o desempenho nacional, que cresceu 4,6%.

Atualmente, o Ceará representa pouco mais de 2% do PIB nacional. Especialistas em economia acreditam que esse volume possa dobrar com a exploração de recursos naturais, como das energias renováveis.

A relação entre o PIB e a população é muito relevante para o desenvolvimento de um estado, pois o índice é o termômetro que indica se a economia está em crescimento ou retração naquela geolocalização. Por meio dos números é possível analisar, e entender, o comportamento de compra e consumo das pessoas.

Em 2021, o maior desempenho foi da indústria local, que cresceu 13,35% no período, enquanto a nacional cresceu apenas 4,5% no setor. Serviços registrou um crescimento de 5,96%, superior aos 4,3% registrados no Brasil. Apenas a agropecuária cearense apresentou uma redução de 4,71% no período.

Em valores correntes, o PIB per capita alcançou R$ 40.688,1 em 2021, no Estado. Apesar deste avanço real de 3,9% ante 2020, ainda não aconteceu a recuperação no padrão pré-pandemia. Todas as fichas estão depositadas em 2022, mesmo com as dificultades econômicas e o ano eleitoral.

Mas o PIB é somente um pedaço da tradução da economia. Isso porque, mesmo com esse cenário, o Ceará ainda apresenta altos índices de pobreza e desigualdade social, fazendo contraponto com a concentração de riqueza em uma pequena faixa da população.

Mas, o Estado deu os primeiros passos para uma retomada econômica, após o início da pandemia do Covid-19, aproveitando os potenciais da natureza e explorando as energias renováveis e a economia do mar, além de incentivar os setores de serviço e comércio, o que inclui o turismo, vocação local.

O economista Davi Azim credita ao equilíbrio fiscal esse bom posicionamento da economia cearense. “Isso é importante para que exista a perspectiva de um ambiente atrativo para os investidores. O Ceará pode e deve atrair mais investimentos em diversos aspectos como a questão do turismo, dos serviços e as energias renováveis que é um forte ponto do Estado”, analisa.

Além do setor serviços, entre as áreas que o Ceará deve apostar para evoluir na retomada econômica estão, na visão de Azim, a siderurgia, em atividade no Pecém, por ser um polo de exportação e as divisas que entram no estado, e a indústrias dos calçados, também na exportação, e as frutas.

“Temos uma pauta exportadora ainda pequena, sem muita elevação. A grande realidade é que o Estado não tem uma industrialização forte. Temos atividades de serviços e comércio, mas pouquíssima industrialização”

Davi Azim, Economista

Para isso, alerta para qualificação e mão de obra em educação e tecnologia especialmente para atender a demanda da indústria no interior do Estado.

No Ceará, entre as atividades que mais se destacaram em 2021 estão negócios relacionados ao comércio, fabricação de calçados de couro e de material sintético e confecção de peças de vestuário.

Fonte: O Povo

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