Primeiro painel do CONEFAZ discute sobre o aumento do uso de IAs e ferramentas digitais e como os setores públicos buscam se adaptar em meio a transformação eletrônica e da sociedade de forma segura
Por Vitória Vasconcelos
Em meio à evolução tecnológica e social, o uso de Inteligência Artificial vem sido debatido pelos servidores públicos do Brasil. Nesse contexto, a X CONEFAZ trouxe a temática como seu primeiro painel, intitulado “Transformação digital, inteligência artificial e futuro do Fisco”, nesta quinta-feira, 11, no Afago Mareiro Hotel.
A mesa, coordenada por Inês Vale, contou com a presença de Alexandra Silva, Gestora de Negócios do SERPRO para Mercado Público e Privado no Nordeste, e de André Facchini, Diretor do Departamento de Tecnologia da Informação e Comunicação (Detic) pela Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul (Sefaz-RS).
Os palestrantes apresentaram panoramas do uso correto e eficaz de IAs no serviço público, os desafios para criar ambientes em que a Inteligência Artificial seja parte do cotidiano dos servidores.
Alexandra Silva debateu sobre o grau de maturidade do Brasil e de outros países para adoção de IAs. Durante pesquisa apresentada pela analista, 65% dos servidores públicos brasileiros se sentem otimistas com o uso de Inteligência Artificial.
Para a convidada, a questão que se deve levar em conta não é mais se essa tecnologia deve ser adotada, mas de que maneira deve se usá-la de forma eficaz e responsável. No painel, Alexandra também enumerou e discorreu sobre cinco indicadores para a adoção de IAs, sendo eles: o entusiasmo ou animação, a educação, a disponibilização de ferramentas, o empoderamento e a incorporação aos processos do dia a dia.
Ao finalizar a apresentação, a gestora indicou que a próxima década deverá consolidar três movimentos: um Governo assistido por IA, um Governo preditivo e um Governo proativo. “A transformação vai levar o Governo do digital para a capacidade de aprender, prever e decidir melhor”, finalizou.
Seguindo para o próximo palestrante, André Facchini, o tema focou o uso de Inteligência Artificial dentro das Secretarias da Fazenda no país e como se dão os desafios tecnológicos da reforma tributária.
Facchini pontuou que o presente já é Data-Driven, ou seja, orientado a dados, mas o futuro é Agêntico. “As pessoas vão adotar Inteligência Artificial ou por escolha ou porque a IA estará em tudo”, relatou o diretor do Detic.
Em sua fala, Facchini relatou como o uso de ferramentas tecnológicas já auxiliam as Secretarias pelo Brasil e que até 2027, 35% de todas as nações ao redor do globo vão trazer suas próprias estruturas de IA.
Entretanto, em meio a projeções positivas do uso da tecnologia, o palestrante também enumerou desafios que precisam ser enfrentados para que o uso de tal ferramenta seja positivo e controlado. “A IA não é para tudo e nem de qualquer jeito”, afirmou.
Em território cearense, Inês Vale relatou que a Sefaz Ceará já se utiliza de Inteligência Artificial e, para melhor regulamentação e segurança, o Governo produziu cartilhas indicando quais ferramentas usar. Na Secretaria da Fazenda, primeiro se compreende o uso correto de cada IA antes de fazer a licitação. “Primeiro tem que ver os problemas e depois as soluções”, finalizou.
















