Senador diz que falta ministro da Fazenda para aprovar PEC

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O senador Jacques Wagner (PT-BA) disse ontem (24) que falta a indicação de um ministro da Fazenda do governo eleito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para facilitar as negociações envolvendo a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Transição.

Wagner falou rapidamente a jornalistas ao deixar o CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), sede do governo de transição. Ele foi escalado pelo PT para tentar reverter as dificuldades que o partido encontrou no Senado com a proposta, tida como fundamental para liberar despesas fora do teto de gastos e possibilitar o cumprimento de promessas feitas durante a campanha eleitoral.

O senador foi perguntado sobre as dificuldades enfrentadas pelo PT para chegar a um acordo sobre a PEC da Transição e se faltaria a presença de um articulador na Casa. “Acho que falta mais, por enquanto, um ministro da Fazenda”, disse, ressaltando que trata-se apenas de uma “opinião”, mas que conversará com Lula em São Paulo, hoje.
A proposta, que tira o Bolsa Família do teto de gastos e permite a execução de outras despesas, foi apresentada originalmente pelo vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB) a líderes partidários na semana passada sem um prazo definido -o que, na prática, tornaria a medida permanente.

A seguir, Wagner ressaltou que “ninguém sozinho vai fazer nada.” “Eu estou ajudando porque essa é minha experiência de articulador político, mas não sou eu que estou fazendo sozinho, então tem muita gente envolvida. Querem colocar nas minhas costas tudo”, disse.

O senador voltou a defender o prazo de quatro anos para retirar o Bolsa Família do teto de gastos. A medida é vista pelo partido como fundamental para garantir a execução de promessas eleitorais. O PT quer, ao menos, R$ 175 bilhões fora do teto de gastos.

Além do valor aprovado fora do teto, o rombo já previsto para o ano é de cerca de R$ 63 bilhões, montante que terá que ser financiado pelo governo, a taxas de juros altas (as expectativas são de que a Selic, hoje em 13,75%, se mantenha nesse patamar ao menos até meados de 2023)
“O prazo de quatro anos é nosso desejo. Mas nem sempre na democracia você sai com seu desejo atendido”, destacou. Ao ser perguntado sobre se dois anos era um prazo razoável, ele brincou: “entre um e quatro, tem dois e três.”
O senador e Lula se reúnem hoje (25) em São Paulo para discutir o quadro geral da PEC. A cúpula do Congresso Nacional e lideranças partidárias concluíram que a só tem chances de ser aprovada se tiver um prazo máximo de dois anos.
A visão do PT é que, se as discussões caminharem em direção a uma desidratação ainda maior quanto ao prazo, com duração de um ano, o esforço já não valeria mais a pena porque o governo eleito poderia buscar maneiras mais fáceis de executar as despesas.

Secundária

IPCA-15: prévia da inflação fica em 0,53% em novembro O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor – Amplo 15), conhecido como a prévia da inflação para o mês, acelerou para 0,53% em novembro, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A alta foi influenciada principalmente pelo preço de alimentos e bebidas, que subiram 0,54% no mês. Também pesou no resultado a alta nos grupos de produtos e serviços de saúde (0,91%) e de transportes (0,49%).
Em outubro, o índice foi de 0,16%. Com o resultado de novembro, o índice acumula alta de 5,35% no ano. Em 12 meses, a taxa é de 6,17%, abaixo dos 6,85% dos 12 meses imediatamente anteriores.
Alimentação mais cara
O grupo de alimentação e bebidas puxou o resultado do IPCA-15, com a alta no preço de alimentos para consumo em domicílio (0,60%). O grupo acelerou de outubro (0,21%) para novembro (0,54%).
Pelo segundo mês consecutivo, recuou o preço do leite longa vida. Em outubro, a queda foi de 9,91% e novembro, 6,28%. Veja os aumentos mais expressivos no mês:
Tomate (17,79%)Cebola (13,79%)Batata-inglesa (8,99%)Frutas (3,49%)Já a alimentação fora de casa subiu 0,40%. O preço de uma refeição variou 0,36% enquanto o lanche aumentou 0,54%.

Combustível

Em transportes (0,49%), o preço dos combustíveis registrou alta de 2,04% após cinco meses consecutivos de queda. Se em outubro a gasolina caiu 5,92%, em novembro a alta foi de 1,67%.
Também subiram os preços do etanol (6,16%) e do óleo diesel (0,12%). O gás veicular (-0,98%) foi o único a apresentar queda entre os combustíveis pesquisados, segundo o IBGE.

Fonte: O Estado CE

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