Retomada econômica precisa ir além de soluções de curto prazo

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Especialistas locais e nacionais discutiram durante live no Youtube, Linkedin e Facebook do O POVO alternativas para minimizar o cenário de desemprego e desigualdade social

As soluções para a retomada da economia no Brasil, e no Ceará, após o arrefecimento da pandemia que atingiu o mundo e causou graves danos para todos os setores e, também, para a população brasileira foram debatidos por três especialistas na live “Economia no Brasil e no Ceará no Youtube, Linkedin e Facebook do O POVO.

Com apresentação da repórter especial de Economia, Carol Kossling, o debate contou com a participação de três especialistas que analisaram, entre outras pautas, algumas medidas tomadas pelo Governo Federal questionadas como eleitoreiras em virtude das eleições presidenciais em outubro.

Também foram abordados os impactos e os cenários de um Brasil de dimensões continentais, o efeito das mudanças políticas, econômicas e sociais que atingem o poder de compra da população, a falta do emprego formal e o crescimento da informalidade e da desigualdade social.

Impacto das eleições

Com participação do público, um internauta provocou os participantes com o questionamento de estarmos num período eleitoral e se faltam propostas dos candidatos para a área econômica mais bem sustentas e não só programas sociais?

O mestre em Economia pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e em Finanças e Economia Empresarial pela EPGE/FGV e economista da superintendência de Estatísticas Públicas do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE), André Braz, confirmou a ausência de iniciativas com esse propósito.

“Muitos fogem de discussões mais complexas e ficam mais em questões imediatas. Não é só o sustento de curto prazo é importante pensar que mundo vou deixar para meu filho. Precisamos fazer uma analise mais profunda para fazer o resgate deste País. Se analisarmos o PIB (produto Interno Bruto), desde 2013, ele é pequeno e não representa nenhuma grande mudança para o Brasil, País de potencial ilimitado, clima favorável, recursos naturais em abundância com uma população honesta e trabalhadora, mas com entraves que precisam de um empurrão para crescer”, analisou Braz.

Mudanças de dentro para fora

Já a diretora executiva da Somos Um, organização que fomenta negócios de impacto no Ceará, Bia Fiuza, explicou como funciona esse ecossistema e como eles podem atuar no mundo.

“Entendemos que as grandes riquezas e o poder está na mão da iniciativa privada, e ela impacta muito o mundo positiva ou negativamente. E por meio de negócios de impacto que colocam algum problema ambiental ou social no meio da mesa junto com a necessidade de obter lucro, as empresas podem resolver muito dos problemas complexos que nos temos. Negócio de impacto não é filantropia”.

E, Silvana Parente, doutora em Economia e presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-CE), além das observações econômicas falou que outra trilha de soluções para questão de renda e emprego é a economia solidária.

“É um conceito pouco conhecido, mas a causa é a mesma dos negócios de impacto, mas a origem são os trabalhadores. Eles são os donos e se organizam de uma outra forma que não a economia capitalista do ponto de vista da obtenção do lucro, que tem modelos de negócios sustentáveis e tem este compromisso da redução da pobreza e distrivuição na origem. No Ceará existem exemplos na agricultuar familiar, reciclagem e coleta seletiva, podendo ser melhor aproveitado na área urbana”, destacou Parente.

A live encerrou como sendo o quinto episódio do projeto especial Retomada da Economia, que, em quatro capítulos, abordou textos, imagens, infográficos, artigos e vídeos sobre o atual momento vivido pelos brasileiros e as possíveis alternativas para os problemas problemas socioeconômicos do País. As matérias estão disponíveis no O POVO+, plataforma de multistreaming de Jornalismo do O POVO.

Saiba mais sobre o projeto Retomada da Economia

A live é considerada o último episódio do Projeto Retomada da Economia. As publicações começam com foco no poder de compra do consumidor, com reportagem intitulada “Brasileiro consome 30% menos em 5 anos e efeito cascata atinge mercado de trabalho”.

Depois, é discutido o papel do Estado em seus âmbitos, federal, regional e municipal, no segundo episódio “Equilíbrio fiscal é pilar para recuperação econômica do País”.

Na sequência, um retrato de como o Ceará está realizando investimentos e quais as áreas que o Governo do Estado aposta para se desenvolver.

Para finalizar a parte de texto, mas todos os capítulos contendo vídeos de especialistas, além de artigos analíticos sobre a situação socioeconômica e como resolvê-la, o especial traz o episódio “Um país chamado favela: moradores assumem protagonismo nos negócios”.

Fonte: O Povo

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