Reforma da Previdência: metade da bancada federal cearense está indecisa; veja placar

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A maior parte dos deputados federais do Ceará ainda vai estudar a proposta da reforma da Previdência, enquanto quase um terço da bancada já se mostra contrário ao projeto do Planalto. A matéria precisa de 308 votos na Câmara


Pelo menos a metade dos deputados federais cearenses ainda não sabe como se comportará na votação da reforma da Previdência. A matéria chegou ontem à Câmara dos Deputados e vai começar a tramitar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para, depois, passar pela Comissão Especial para discussão de mérito. É lá que a bancada cearense terá a oportunidade de emendar o texto patrocinado pelo Palácio do Planalto.


Dos 22 deputados cearenses, 11 ainda não tiveram acesso ao conteúdo integral do projeto e, por isso, dizem não ter posição formada. É o caso de Roberto Pessoa (PSDB), Moses Rodrigues (MDB), Vaidon Oliveira (Pros), Capitão Wagner (Pros), Dr. Jaziel (PR), Júnior Mano (Patriota), Célio Studart (PV), Idilvan Alencar (PDT), Leônidas Cristino (PDT), Pedro Bezerra (PTB) e Robério Monteiro (PDT).


“O texto é muito longo, são muitas mudanças. Não tenho opinião formada”, justificou Capitão Wagner. “Não deu tempo analisar. Vou dar uma olhada com calma”, afirmou, por sua vez, Júnior Mano.


Outros parlamentares, no entanto, indicaram posicionamento prévio. Os pedetistas André Figueiredo e Eduardo Bismarck criticaram pontos da proposta e argumentaram que votarão contra, caso não haja profundas modificações na Câmara dos Deputados.


Figueiredo, que é o líder do PDT na Casa, classificou a proposta como “confusa” e disse que quer utilizar a Comissão Especial para fazer as “emendas necessárias”. Bismarck citou contradições jurídicas no projeto e mostrou preocupação com a classe mais pobre do País. “A gente precisa, sim, rever a Previdência, mas não esta”, afirmou.


Assim como os pedetistas, os deputados José Guimarães (PT), AJ Albuquerque (PP), José Airton (PT), Denis Bezerra (PSB), Luizianne Lins (PT), Mauro Filho (PDT) e Domingos Neto (PSD) se posicionaram contra o projeto. Airton disse que a proposta “é uma reforma extremamente perversa e cruel contra a classe trabalhadora, sobretudo com a população que ganha menos”, disse. Para Luizianne, “trabalhadores informais serão os mais prejudicados com a reforma de Bolsonaro”.


O governista Heitor Freire (PSL), por outro lado, se posicionou a favor do projeto. Segundo o parlamentar, a defesa da reforma tem o objetivo de evitar que o País enfrente um colapso financeiro.


“Infelizmente, o Brasil precisa dessa reforma, é algo essencial para o Brasil não virar uma nova Grécia e não conseguir mais pagar as contas. Se essa reforma não for aprovada, o Brasil quebra”, afirmou. O deputado Genecias Noronha (SD) também foi consultado pela reportagem, mas não informou posicionamento até o fechamento desta matéria.