O preço da cesta básica de alimentos caiu em 12 capitais do país no mês de outubro em comparação a setembro. Na contramão, os maiores aumentos foram registrados em Fortaleza (1,32%), Campo Grande (1,08%) e Goiânia (0,81%). O aumento da capital do Ceará foi o maior do país. Com isso, a cesta básica foi comercializada a R$ 648,93. Nos últimos 12 meses, o aumento é de 4,23%.
Os dados foram divulgados nesta terça-feira (7) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que pesquisa mensalmente o preço da cesta de alimentos em 17 capitais. Entre os principais avanços estão o leite integral (0,98%), o tomate (9,64%) e o pão francês (8,64%). Com relação às baixas estão o preço do feijão carioquinha (-23,54%) e do açúcar (-2,28%).
As maiores quedas ocorreram em Natal (-2,82%), Recife (-2,30%) e Brasília (-2,18%). Porto Alegre foi a capital que apresentou o mais caro conjunto de alimentos básicos, R$ 739,21, seguida de Florianópolis (R$ 738,77), São Paulo (R$ 738,13) e Rio de Janeiro (R$ 721,17). Os menores valores foram registrados em Aracaju (R$ 521,96), João Pessoa (R$ 551,88) e Recife (R$ 557,10).
O tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica no Ceará em outubro foi de 108h10m, com 53,15% do salário mínimo. Já no cenário nacional, O tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica passou de 108 horas e 02 minutos, em setembro, para 107 horas e 17 minutos, em outubro. Em outubro de 2022, a jornada média foi de 119 horas e 37 minutos.
Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5% referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu em média, em outubro de 2023, 52,72% do rendimento líquido para adquirir os produtos alimentícios básicos, e, em setembro, 53,09%. Em outubro de 2022, o percentual ficou em 58,78%.







