Pré-conferência da Cidade propõe revitalização da foz do Riacho Pajeú como marco histórico e ambiental para Fortaleza

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Imagens extraídas do Instagram @ipplan.fortaleza

Evento realizado no IFCE abre debates para a 7ª Conferência Municipal da Cidade e destaca projeto “Pajeú Redivivo” como proposta simbólica para os 300 anos da capital cearense

No último sábado, 17 de maio, o Instituto Federal do Ceará (IFCE) de Fortaleza sediou a primeira pré-conferência preparatória para a 7ª Conferência Municipal da Cidade de Fortaleza, que será realizada nos dias 27 e 28 de junho, na Universidade do Parlamento Cearense (Unipace). O evento, promovido pela Prefeitura de Fortaleza, por meio do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ipplan), tem como objetivo mobilizar a sociedade civil e construir, de forma participativa, as diretrizes que orientarão as políticas urbanas da capital cearense.

A pré-conferência reuniu representantes de diversas instituições e movimentos sociais, debatendo-se os cinco eixos temáticos da conferência principal. No eixo “Meio Ambiente e Resiliência Climática”, uma proposta ganhou destaque: a revitalização da foz do Riacho Pajeú, por meio do projeto “Pajeú Redivivo”, apresentado pela Fundação Sintaf.

O projeto, conforme o Diretor de Cidadania, Inclusão Social e Cultura da Fundação Sintaf, Luiz Carlos Diógenes, tem caráter histórico, ambiental, social e cultural. “O Pajeú Redivivo visa à recuperação do berço histórico de Fortaleza, resgatando a foz do riacho que foi determinante para o surgimento da cidade. A proposta é que esse espaço simbólico seja revitalizado e devolvido à população, em especial no contexto das comemorações pelos 300 anos de Fortaleza, em 2026”, destacou.

Além da recuperação paisagística e ambiental, o projeto prevê ações de saneamento e valorização da comunidade do Poço da Draga, localizada na área próxima à foz do riacho. A ideia é que, mesmo com sua complexidade, a proposta já seja incorporada como diretriz para os planos urbanos da cidade. “A revitalização do Pajeú é um ato de reparação simbólica e de valorização da memória de Fortaleza. O projeto representa a convergência entre natureza, história e cultura, e tem potencial para se tornar um marco nos esforços de resiliência climática e justiça ambiental”, reforçou Luiz Carlos.

Outras cinco pré-conferências estão programadas para ocorrer em diferentes bairros de Fortaleza. Ainda em maio, o Cuca da Barra do Ceará e o Cuca do Mondubim receberão encontros regionais. Em junho, será a vez do Cuca do Jangurussu e da Escola de Gastronomia do Cais do Porto. As propostas consolidadas nas pré-conferências servirão como base para os debates e deliberações da conferência principal, quando serão definidas as diretrizes para o desenvolvimento urbano da cidade nos próximos anos.

A seguir, as propostas do eixo temática da Conferência da qual o Diretor da Fundação participou, inserindo o Pajeú Redivivo como diretriz:

1. Fiscalização e multa para descarte irregular de resíduos em vias públicas;
2. Sistema de reuso de água para irrigação da arborização urbana, com sistema de gotejamento, que deve se dar prioritariamente com espécies nativas adaptadas ao clima;
3. Preservação e revitalização do riacho Pajeú, com recuperação histórica, ambiental e social da sua importância para a cidade no contexto dos 300 anos de Fortaleza;
4. Identificação e mapeamento das áreas de risco da cidade;
5. Regulamentação do sistema de adoção dos parques e praças da cidade;
6. Proteção e revitalização das áreas de mangue de Fortaleza;
7. Acompanhamento social dos inquéritos da alteração das áreas ambientais zoneadas pelo plano diretor;
8. Campanhas com objetivo de conscientizar a comunidade que residem em áreas de risco, sobre a vulnerabilidade.
9. Promoção programas e campanhas com objetivo de engajar a comunidade em áreas como Microparque e hortas comunitárias;
10. Integração entre as políticas setoriais de administração pública visando a efetivação da política nacional de saneamento básico;
11. Sistema de comunicação e divulgação dos ecopontos e demais equipamentos de limpeza urbana e gestão dos resíduos sólidos;
12. Implementação de coleta seletiva em todo o município de Fortaleza.

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