PIB no Ceará cresce 6,63% impulsionado pela Indústria

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A soma de todas as riquezas geradas no Ceará em 2021 cresceu 6,63% se comparada ao ano anterior, registrando um aumento de dois pontos percentuais a mais que a do Brasil. O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) estadual foi anunciado pelo governador Camilo Santana, durante seu bate-papo com a população pelas redes sociais. No último trimestre (outubro, novembro e dezembro) do ano passado, o estado também obteve avanço de 3,44% – quase três pontos percentuais a mais que a média brasileira (0,5%).

O crescimento acima da média do país mostra que o Ceará está no caminho certo, na visão de Camilo Santana. “Conseguimos ter um crescimento maior que o do Brasil ano passado. O PIB é o somatório das riquezas de um estado, de um país. Ele diz se um país está crescendo, um estado. Quando ele cresce significa mais empregos para as pessoas. Isso mostra que estamos no caminho certo. Sei que os desafios são enormes, mas queremos trabalhar cada vez mais para gerar empregos para as pessoas e o estado possa crescer”, ressaltou o governador. Entre os setores de destaques, houve um crescimento na indústria cearense de 13,35% e o setor de serviços registrou avanço de quase 6%.

A previsão do PIB estadual para 2022 é de 1,25%, superior ao projetado para o Brasil, de 0,5%. Os números estão no trabalho “PIB Trimestral do Ceará – 4º Trimestre e ano de 2021”, que acaba de ser publicado pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), órgão vinculado à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) do Governo do Ceará.

O PIB cearense, no quarto trimestre de 2021, chegou aos 3,44% em relação a igual período de 2020, superando o índice brasileiro, de 1,65% na mesma comparação. Dentre os três segmentos do PIB, a Indústria cearense apresentou melhor desempenho no ano passado, com 13,35%, contra 4,5% do nacional; seguida por Serviços, com 5,96% e nacional com 4,7%, e Agropecuária, com -4,71% e -0,2% do Brasil.

Para o secretário do Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedet), Maia Júnior, esse resultado é consequência de todo um esforço das equipes da Sedet e vinculadas, e de uma nova política de desenvolvimento econômico com foco na redução das desigualdades sociais, liderada pelo governador Camilo Santana. “O PIB do Ceará se mostrou acima das previsões. Estamos colhendo frutos de um trabalho árduo que tem a participação de todos que fazem o Sistema Sedet, com destaque para o trabalho de atração de investimentos, da geração de empregos, abertura de empresas, crescimento das exportações de frutas e pescado, e o recorde da movimentação portuária do Porto do Pecém”,afirmou Maia.

As boas notícias relacionadas ao PIB estão, inclusive, para as previsões de fechamento do índice este ano. Os analistas de políticas públicas do Ipece que elaboraram o trabalho esperam crescimento de 1,25% para a economia cearense em 2022, número que, se confirmado, é maior que o previsto para o Brasil, de 0,5% (Boletim Focus do Banco Central do último dia 11). A taxa prevista para este ano (realizada no início de março) é a mesma da previsão inicial divulgada para o Ceará em dezembro de 2021 (1,25%). A próxima será conhecida quando da divulgação do índice do PIB relativo ao primeiro trimestre de 2022.

Das quatro atividades do setor Industrial (13,35% em 2021), o melhor desempenho ficou como segmento de Eletricidade, Gás e Água, com 29,32%, seguido pela Construção Civil, com 15,06%; transformação, com 6,60%, enquanto a Extrativa Mineral caiu -21,08%.

Já no segmento Serviços, que apresentou crescimento de 5,96% em 2021, dos seis setores/atividades, o de Transporte registrou maior índice, com 10,80%, seguido por Comércio, com 8,59%; Intermediação financeira, com 6,73%; Administração Pública com 5,30%; Outros Serviços, com -0,25%, e Alojamento e alimentação, com -5%.
Os números da economia cearense foram apresentados pelo analista de Políticas Públicas do Ipece Nicolino Trompieri Neto, que coordenou a equipe que elaborou o PIB, formada pelos também analistas Witalo Paiva e Alexsandre Lira e os assessores técnicos Cristina Lima e José Freire Júnior, todos da Diretoria e Estudos Econômicos (Diec) do Ipece.

Fonte: O Estado CE

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