PIB da indústria, construção e comércio termina ano com 1,2%

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O Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas, da indústria manufatureira, comércio e construção, vai terminar 2022 em baixa, com 1,6% de crescimento, o menor nível desde 2014, quando eram responsáveis por 33% do PIB. O ritmo segue escalada de baixa, a exemplo do que ocorreu nos últimos três anos, quando ficou em 29%.

Os dados são da Confederação Nacional do Comércio (CNC). A indústria e a construção estão dentro do grande setor industrial, junto com o segmento extrativista e atividades como eletricidade, água e esgoto. Já o comércio é contabilizado como parte do grupo serviços.

O valor é bem inferior ao desempenho do PIB brasileiro, cujo crescimento neste ano é estimado em 3,1% e deve ficar em 1,6% na média 2020-2022. Ainda segundo a CNC, passados quase dois anos e meio desde o início da crise sanitária da covid-19, o volume de vendas segue cerca de 1% acima do observado em fevereiro de 2020.

O nível de produção da manufatura brasileira está cerca de 15% abaixo do pico da série histórica, em 2013. O declínio do setor começou antes da recessão de 2014-2016. A construção e o comércio tiveram seus picos no início de 2014. A primeira ainda está mais de 20% abaixo daquele patamar. O segundo mantém uma defasagem de 5%.

Esses resultados contrastam com o comportamento da agropecuária, setor que mais cresceu desde o início da série histórica do IBGE, iniciada em 1995. “Falta investimento na coisa média. A estrada que dá acesso à Dutra, a vicinal, a ponte, o conjunto habitacional”, afirma Martins. “Para isso, precisa voltar a ter investimento público. Mas não adianta ter investimento público sem responsabilidade fiscal”, disse o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, ao dizer que o Brasil tem hoje grandes projetos de infraestrutura em andamento, mas que demoram para dar resultado.

Nos últimos dois anos, o setor cresceu o dobro do PIB e pode avançar o triplo em 2023, segundo projeção da entidade. Martins diz que o setor chegou a 3 milhões de trabalhadores com carteira assinada no pico. As vagas caíram para 2 milhões no momento mais agudo e agora estão em 2,5 milhões.

Fonte: O Estado CE

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