Perspectiva é de novos reajustes dos combustíveis em maio

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Petrobras| Antes mesmo de qualquer mudança na tabela da estatal, no Ceará, o preço médio da gasolina já vinha subindo em razão da elevação do valor do etanol anidro adicionado ao produto

O consumidor cearense que abasteceu o carro com gasolina na última semana tomou um susto com o combustível custando, em média, 24 centavos a mais (um aumento de cerca de 3,31%) em relação aos 7 dias imediatamente anteriores.

COM perspectiva de novos reajustes, cearense encara filas em postos de combustíveis que apresentam preços mais acessíveis (Foto: fotos FCO FONTENELE)
Foto: fotos FCO FONTENELECOM perspectiva de novos reajustes, cearense encara filas em postos de combustíveis que apresentam preços mais acessíveis

O pior, contudo, é que há no horizonte a perspectiva de um reajuste nas refinarias, ainda neste mês, segundo especialistas, o que tornará ainda mais caro encher o tanque. A alta acumulada em 2022 já atinge, em média, 15,43%, embora haja muita oscilação nos preços praticados nos postos do Estado, que variam de R$ 6,95 a R$ 8,20 o litro.

“Eu não tenho dúvidas em afirmar que deveremos ter um reajuste de alta, brevemente, já nos próximos dias. Isso porque nós estamos há pouco mais de 50 dias sem nenhum reajuste formal do produto e a gasolina comercializada pelas refinarias da Petrobras encontra-se com uma defasagem de 12% em relação ao preço de importação, que serve de parâmetro para o valor da gasolina no Brasil”, projeta Bruno Iughetti, consultor da área de petróleo e gás.

“Então, se nós considerarmos essa defasagem, o período em que nós estamos sem reajuste e o impacto do preço do petróleo cru no mercado internacional, em decorrência da guerra entre Rússia e Ucrânia a tendência é que o preço do petróleo continue se elevando. Esses fatores somados à desvalorização cambial fazem com que haja represamento de preços na Petrobras, o que não deverá se manter por muito tempo e, assim, nós devemos ter um reajuste nos próximos dias”, acrescenta Iughetti.

Sobre os motivos para tanta variação entre os preços praticados nos postos de combustíveis no Ceará (17,98% de diferença entre o mais barato e o mais caro), o consultor da área de petróleo e gás explica que “essa é uma questão de competitividade. Os postos de uma maneira geral buscam praticar preço de revenda na casa de 12%. Agora, acontece que, muitas vezes, com a queda no consumo em função dos preços praticados alguns postos sofrem com a falta de capital de giro. Com isso, eles baixam o preço para melhor se sair na competitividade com outros postos da mesma região”.

Ainda segundo o especialista, os aumentos no preços da gasolina, verificados nos últimos dias, foram reflexos da elevação do valor do etanol anidro misturado ao produto, em uma proporção de 27%. “O etanol teve reajuste de 12%. Ou seja, o aumento do preço do etanol anidro praticado pelas usinas produtoras e o percentual que é misturado à gasolina fizeram com que houvesse um movimento de alta, que chegou ao consumidor final na bomba”, disse.

Já quanto à entrada em vigor da proibição do uso de milésimos de real, com preços cotados com três casas decimais, Iughetti afirmou que a tendência é de que os postos arredondem para cima o valor cobrado, mas com impacto mínimo para o consumidor.

O Povo

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