Pequenos empreendedores do Ceará acessaram R$ 621,9 milhões em linhas de crédito

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Estado ficou na liderança da região Nordeste no que se refere ao maior número de pedidos do FNE Emergencial, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento Regional

Legenda: Os financiamentos poderão ser contratados enquanto o decreto de calamidade pública estiver em vigor, limitado a 31 de dezembro de 2020. O prazo para a quitação dos financiamentos é de até 24 meses, com carência até 31 de dezembro deste ano, de acordo com a capacidade de pagamento do beneficiário
Foto: Arquivo/SVM

A maior parte dos recursos foi captada no Nordeste, onde foram concedidos R$ 2,84 bilhões – cerca de 94% dos R$ 3 bilhões destinados à região. Por meio do FNE Emergencial, foram realizadas 153,5 mil operações de crédito desde abril em todo a região Nordeste. Depois do Ceará, aparece a Bahia, que teve 24,6 mil captações, com o valor de R$ 512,5 milhões, e, Pernambuco, que teve R$ 331,5 milhões em 11,1 mil acordos.

 

 

Já os maranhenses contrataram R$ 270,2 milhões em 17,1 mil operações. Na Paraíba, foram R$ 230,4 milhões (9,2 mil contratos). Na sequência, aparecem Piauí, com 223,1 milhões (14,1 mil acordos), Rio Grande do Norte, com R$ 192 milhões (6,5 mil contratos), Sergipe, com R$ 142,6 milhões (10 mil operações), e Alagoas, com R$ 131,4 milhões (6,2 mil financiamentos).

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Regional, pequenos comércios, cooperativas e trabalhadores autônomos em municípios do norte de Minas Gerais e parte do Espírito Santo, também na área de atuação do FNE, tiveram acesso a R$ 187,2 milhões em 6,2 mil contratos.

Na região Nordeste, as atividades de comércio e serviços captaram R$ 2,57 bilhões do total disponibilizado pela linha emergencial. O setor industrial na região contratou R$ 183 milhões, enquanto o segmento de turismo teve acesso a R$ 76 milhões. Também foram concedidos R$ 11,9 milhões para a agroindústria.

Capital de giro

A maior parte dos contratos firmados são para a modalidade ‘capital de giro’, que garante até R$ 100 mil por beneficiário. Os recursos podem ser utilizados em despesas de custeio, manutenção e formação de estoque e, ainda, para o pagamento de funcionários e contribuições e despesas diversas com risco de não serem honradas por conta da redução ou paralisação da atividade produtiva.

Nessa modalidade, foram R$ 2,53 bilhões para empreendedores do Nordeste – 89,2% do total captado. No Norte, os financiamentos somam R$ 247,2 milhões nesta categoria, o equivalente a 93,2% do total já concedido pelo FNO Emergencial. Já no Centro-Oeste, todo o valor captado foi para atender contratos desta classe.

Os Fundos Constitucionais também disponibilizaram outra linha voltada a ‘investimentos’, que pode chegar a R$ 200 mil por contratante. No Nordeste, foram captados R$ 307,2 milhões, enquanto outros R$ 24,8 milhões foram acessados no Norte.

Nacional

No Brasil, pequenos empreendedores do Norte, Nordeste e Centro-Oeste já tiveram acesso a mais da metade dos R$ 6 bilhões disponibilizados pelo Governo Federal para as linhas emergenciais dos Fundos Constitucionais dessas regiões. A valor financiado até o momento é R$ 3,24 bilhões. O recurso teve o objetivo de aliviar os impactos econômicos da pandemia da Covid-19.

No Norte, para onde foram disponibilizados R$ 2 bilhões, os financiamentos somam R$ 272 milhões, enquanto no Centro-Oeste já foram contratados R$ 128,3 milhões de R$ 1 bilhão disponível – sendo que as contratações na região só começaram em meados de junho. Os recursos são administrados pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e concedido pelos Bancos do Nordeste, da Amazônia e do Brasil, respectivamente.

“Esses recursos estão sendo importantíssimos para garantir que os pequenos empreendedores dessas regiões, que são consideradas prioritárias pela Constituição, possam manter seus negócios funcionando, o que ajuda a girar a economia. Além disso, estamos colaborando para que milhares de empregos sejam mantidos e as famílias possam tirar o seu sustento”, destaca o ministro Rogério Marinho.

Os financiamentos poderão ser contratados enquanto o decreto de calamidade pública estiver em vigor, limitado a 31 de dezembro de 2020. O prazo para a quitação dos financiamentos é de até 24 meses, com carência até 31 de dezembro deste ano, de acordo com a capacidade de pagamento do beneficiário.

Região Norte

Empreendedores dos sete estados do Norte realizaram 3,5 mil financiamentos pelo FNO Emergencial. O Pará lidera o volume de contratações, com R$ 92,6 milhões em 1,2 mil financiamentos, seguido por Rondônia, com 698 operações e R$ 53,1 milhões, Tocantins, com 587 contratos e R$ 44,2 milhões, Amazonas, com 517 operações e R$ 40,9 milhões, e Acre, com 361 financiamentos e R$ 29,6 milhões. No Amapá, empreendedores contrataram R$ 6,6 milhões em 84 operações crédito. Já em Roraima, 71 financiamentos formalizados somam R$ 4,7 milhões.

Assim como no Nordeste, o setor de comércio e serviços foi o responsável pela maioria das contratações: R$ 253,8 milhões. Na sequência, aparecem atividades industriais, com R$ 17,7 milhões contratados, e a agroindústria, com aporte de quase R$ 500 mil.

Centro-Oeste

Na região Centro-Oeste, foram acessados R$ 128,3 milhões em 1,6 mil operações financeiras desde que o crédito passou a ser ofertado pelo Banco do Brasil em meados de junho. Grande parte dos recursos emergenciais foi captada em Goiás, com R$ 55,2 milhões em 721 operações. Em Mato Grosso do Sul, foram contratados R$ 27,5 milhões em 348 operações. Outros 307 financiamentos movimentaram R$ 24,2 milhões no Mato Grosso.

Já no Distrito Federal, 265 empreendedores acessaram R$ 21,3 milhões. No total, R$ 113,3 milhões foram para o setor de comércio e serviços. O restante, R$ 14,9 milhões, foi destinado à indústria nos quatro estados.

Ouça o podcast Vem Empreender:

 

 

Diário do Nordeste

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