Pandemia encerra cerca de duas mil empresas no Ceará

75

No primeiro ano da pandemia do novo coronavírus, no Ceará, foram fechados 1.890 empresas do comércio. Os dados foram divulgados, ontem, durante apresentação da pesquisa sobre a situação do comércio na pandemia, realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio-CE).

Segundo a Fecomércio-CE, depois de nove meses desde o retorno gradual das atividades econômicas, após cerca de três meses de lockdowm em 2020, as empresas encontram-se, atualmente, em uma situação ainda pior que em relação ao ano passado.

A Fecomércio-CE aponta que, neste período, as empresas cearenses aportaram recursos financeiros, humanos e tecnológicos para fazer valer as medidas de prevenção e continuam garantindo sua aplicação no dia a dia das operações. No entanto, um ano depois, encontram-se em situação de isolamento social rígido outra vez, sem poder abrir as portas para os clientes, com vendas apenas por delivery.

“Um ano atrás, tivemos naquele momento, a ajuda do governo federal em muitos quesitos, na parte financeira, no tocante à financiamentos com juros mais baixos, linhas de créditos que favoreceram àqueles que estavam tendo dificuldades. Houve prorrogação desta parte de recursos financeiros, houve ações que influenciaram o trabalho da preservação dos postos de trabalho, e isso contribuiu para termos, no ano passado, uma situação melhor que a que estamos tendo hoje”, afirmou o presidente da Fecomércio-CE, Maurício Filizola.

Na avaliação de Maurício Filizola, o dinheiro circulante do auxílio emergencial, pago até dezembro, foi muito importante para fazer o comércio circular. “Esse dinheiro circulante do governo federal ajudou as economias dos municípios, do Estado, e de uma forma, isso voltou ao governo através dos impostos pagos. Então, é necessário esse reconhecimento do comércio”, completou.

O presidente da Fecomécio-CE disse ainda que o setor está passando por dificuldades, com muitos postos de trabalho sendo fechados, não só no Ceará, mas de maneira geral. Ainda segundo Filizola, das empresas que não chegaram a fechar os negócios, relataram perder de 10% a 20% do seu faturamento.

Fonte: Jornal O Estado CE.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here