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Agenda Ambiental

  30/07/2014 

Poluição urbana: Coleta seletiva representa 5% do total de resíduos

A principal dificuldade está em acompanhar as diferentes cadeias dos resíduos, conforme o tipo de cada lixo

 Com aproximadamente 84% da população brasileira vivendo nas cidades (dados do IBGE de 2010), é essencial pensar estrategicamente no impacto da poluição urbana sobre o ambiente natural. Só em Fortaleza, a média de produção mensal de lixo é de169.170,73 toneladas, conforme a Empresa Municipal de Limpeza e Urbanização (Emlurb).

Em coletiva realizada ontem, a Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma) apresentou as políticas futuras e atuais no controle e monitoramento dos índices da poluição urbana em Fortaleza. No monitoramento dos resíduos sólidos, que está entre os componentes poluidores com maior atenção pela pasta, apenas 5% do lixo produzido é aproveitado pela coleta seletiva, conforme apontou a secretária Águeda Muniz.

Na prática, a maioria das ações de política ambiental da Seuma encontram-se em fase de implantação, com recursos na ordem de R$ 200 milhões. Dentro da política de acompanhamento dos resíduos sólidos, a Pasta informou atuar em três linhas de frente. A primeira diz respeito ao lixo gerado pela população, onde se trabalha nas ações educativas, além da capacitação profissional; depois, vem a fiscalização e orientação aos grandes geradores, e, por último, o monitoramento da logística de destinação dos resíduos, o que inclui a distribuição pelos cinco Ecopontos da cidade.

Reciclagem

A política de reciclagem é composta pelo Projeto Reciclando Atitudes, que tem parceria com a Rede de Catadores, além de fornecer apoio ao funcionamento dos Centros de Triagem. O percentual de reciclagem do lixo, entretanto, é considerado "ínfimo" pela representante da Pasta, como acontece em outras grandes cidades do País. A dificuldade, para ela, está em acompanhar as diferentes cadeias dos resíduos, conforme o destino dado para cada material, entre óleos e gorduras residuais, pilhas e baterias, lâmpadas, eletrônicos, lâmpadas, entre outros.

No acompanhamento dos grandes geradores, houve ampliação do número de Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos desenvolvidos para este grupo, que produz mais de 200 litros de resíduos por dia (como indústrias, obras e condomínios). Em 2013, foram firmados 180 planos, enquanto até junho de 2014, esse número já alcançou 165. Já as ações de fiscalização em geral só começaram neste ano, quando foram emitidas 1.255 ordens de serviço, das quais 224 foram convertidas em notificações e apenas 72 geradores foram autuados. Em 2013, foram produzidas 2.043.927,44 toneladas de lixo em Fortaleza. Até maio deste ano, foram recolhidas 845.843,63 toneladas.

Ar e lagoas sem medição

A política de controle da poluição urbana foi divida, pela Seuma, por tipos de componente, entre efluentes, poluição atmosférica, sonora, visual, posturas/edificações, além dos resíduos sólidos. No entanto, algumas áreas ainda estão descobertas.

No que tange ao controle da qualidade da água, as lagoas de Fortaleza, por ora, estão sem o controle da balneabilidade. Está em fase de licitação a contratação de laboratório de análise para Monitoramento dos Recursos Hídricos. O diagnóstico da situação de 11 lagoas decretadas como parques ambientais está previsto para ser entregue em setembro próximo.

Ainda com relação aos efluentes, as ações da Secretaria Municipal estão focadas no monitoramento das Estações de Tratamento de Esgoto, acompanhamento da limpeza das lagoas, fiscalização de ocupações irregulares em Áreas de Preservação Permanente (APP), fiscalização da rede de esgoto e atividades poluidoras, com apoio da Defesa Civil, Guarda Municipal e Secretarias Regionais.

Sobre o aterramento da Lagoa da Laura, no bairro José de Alencar, Águeda afirmou que "o que for construído vai ser demolido. Fortaleza não pode suportar mais esse tipo de agressão ambiental".

Além disso, o controle dos níveis de poluição atmosférica continua sem monitoramento em Fortaleza. Foi criada em abril uma célula dentro da Seuma para realizar essa tarefa, que não existia nas gestões anteriores.

Porém, a previsão de início das atividades foi estipulada para o próximo ano. A equipe trabalha na elaboração de diagnóstico e planejamento, através de consultoria, e na aquisição de equipamentos. Está prevista a criação de 12 estações na rede monitoramento da qualidade do ar, cujas áreas prioritárias serão os corredores do Programa de Transporte Urbano de Fortaleza (Transfor).

Mais informações
Denúncias e outras informações: Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma)
(85)3452-6927
(85)3452-6923

Fonte: Diário do Nordeste
Link: http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/cidade/coleta-seletiva-representa-5-do-total-de-residuos-1.1068370
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