Pagamento de primeira parcela do 13° de servidores municipais é adiado

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O Anúncio foi feito ontem durante reunião de Roberto Cláudio com vereadores. Prefeito diz não ser prudente o pagamento agora, considerando eventuais gastos na Saúde

prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio (PDT) anunciou que o pagamento da primeira parcela do 13º salário dos servidores municipais não será realizado no mês de junho, como costumeiramente ocorre todos os anos. Segundo ele, a Prefeitura irá analisar “mês a mês” a situação econômica da Capital, agravada pela pandemia do novo coronavírus.

“Não achamos prudente (o pagamento do 13º salário agora). A gente vivendo uma pandemia e há um cenário de incertezas econômicas, cenário de gastos em saúde que a gente não tem noção de limites deles”, disse Roberto Cláudio durante sessão virtual com representantes da Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor).

Em maio, a Prefeitura havia anunciado a antecipação do pagamento da primeira parcela aos servidores públicos ativos, aposentados e pensionistas. Neste cenário, as categorias receberiam 40% do valor já no próximo dia 21 de junho. De acordo com o prefeito, 52,3 mil servidores teriam em suas contas o valor sem descontos e sem impostos. A estimativa é que essa primeira parcela represente R$ 98 milhões do Tesouro Municipal.

Na reunião ontem com os vereadores, o prefeito apresentou balanço de ações da Prefeitura contra a Covid-19 na Capital. Ele mostrou série de gráficos relacionados à doença, entre eles números de casos, mortes e ocupação de leitos semanal, destacando tendência de queda ou estabilização dos números.

Um dos principais dados que orientou a começar a fase de transição e que, segundo o gestor, seguirá orientando o plano de retomada das atividades foi a queda na curva de demanda por serviços de saúde. “A demanda antecede o caso, que antecede o óbito. É o primeiro sinal de alerta”, disse Roberto Cláudio aos pelo menos 37 dos 43 parlamentares presentes.

O prefeito voltou a pedir união entre base e oposição durante o período de crise sanitária. “Isso não pode ser um ‘Fla x Flu’ de quem é contra ou a favor da cloroquina e de quem é contra ou a favor do isolamento. Temos que respeitar as vidas perdidas e as vidas que vamos perder e agir como um escudo, com sensatez e responsabilidade, para evitar mais perdas”. Roberto Cláudio também defendeu o Hospital de Campanha do PV, objeto de polêmicas recentes entre sua gestão e opositores.

Presidente da CMFor, Antônio Henrique (PDT) disse “acreditar na decisão do prefeito” e que a Frente Parlamentar de enfrentamento à Covid-19, grupo formado por dez vereadores, segue acompanhando e fiscalizando de perto todas as ações do Executivo municipal no combate a pandemia.

Antônio Henrique abriu a fala, no encontro remoto, a um vereador da base e um da oposição que integram a Frente Parlamentar: Dr. Eron (PP) e Ronivaldo (PT), respectivamente. “Para além de questões partidárias, o que nos une nesse momento é o zelo pela vida dos fortalezenses”, disse Ronivaldo, pedindo que haja abertura do Governo Municipal para novas ideias de vereadores no período de transição. Apesar de pedidos de vereadores, não houve tempo de abertura para fala dos demais parlamentares devido à agenda do prefeito, que tinha outra reunião na sequência.

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