Em 2 anos, 1% mais rico acumulou duas vezes mais riqueza do que resto do mundo.
A Oxfam International aproveita a próxima edição do Fórum Econômico Mundial (FEM), que começou na segunda-feira (16 de janeiro) em Davos, na Suíça, e vai até 20. pobreza e desigualdade durante a pandemia de covid-19.
Nos últimos dois anos, o 1% mais rico do mundo acumulou quase o dobro da riqueza do resto do planeta, de acordo com um relatório.
E pela primeira vez em 30 anos, a riqueza extrema e a pobreza extrema aumentaram simultaneamente. Nos últimos dois anos, as pessoas mais ricas do mundo ficaram ainda mais ricas, muito mais rápido do que todos os outros.
Proposta
Este tópico propõe aumentar os impostos dos super-ricos como forma de arrecadar fundos suficientes para tirar 2 bilhões de pessoas da pobreza. Colocando um imposto anual de até 5% da riqueza dos super-ricos.
Para enfrentar essa crescente desigualdade, a Oxfam está pedindo aos governos que aumentem os impostos de seus residentes mais ricos.
Ele propõe a introdução de impostos fixos sobre a riqueza e sobre ganhos inesperados para acabar com o aumento das crises globais, bem como aumentar permanentemente os impostos sobre o 1% mais rico da população para pelo menos 60% de sua renda de trabalho e capital.
A Oxfam acredita que as taxas para os mais rico devem ser altas o suficiente para reduzir significativamente seus números e riqueza. Os recursos devem então ser redistribuídos.
Segundo a Oxfam, esse percentual pode chegar a US$ 1,7 trilhão por ano. As possíveis ações a serem realizadas com esses recursos seriam:
- financiar desafios humanitários, desenvolver um plano para acabar com a fome no planeta em 10 anos;
- apoiar os países mais pobres que são devastados por eventos climáticos;
- garantir a saúde pública global e a proteção social.
Oxfam Brasil
Jefferson Nascimento, coordenador de Justiça Social e Econômica, da Oxfam Brasil, ressalta que 85% da população é a favor do aumento de impostos dos mais ricos para investir em serviços públicos para quem mais precisa.
Segundo ele, o novo governo está ciente da necessidade de aprovar rapidamente a reforma tributária, tanto que em café da manhã com jornalistas realizado na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinalizou seu interesse em aumentar os impostos dos ricos.
Nascimento lembrou que 0,3% da população brasileira possui patrimônio superior a R$ 10 milhões. E um conjunto de medidas propostas, como regulamentar a tributação de grandes patrimônios e elevar a alíquota do Imposto de Renda da Pessoa Física para 40%, além de ampliar o escopo das isenções, tributar dividendos e alterar a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), poderia aumentar a arrecadação de impostos em cerca de 3% do PIB.
No caso do Brasil, quem ganha R$ 5 mil paga a mesma taxa de quem ganha mais de R$ 1 milhão por mês.
Fonte: Jornal Contábil







