Sete em cada dez pessoas esperam um 2024 melhor que este ano de 2023 quando o assunto é economia. O otimismo das pessoas ocorre também com relação às questões políticas e sociais. Foi o que identificou a pesquisa Datafolha realizada no início do mês em 135 municípios, com 2.004 entrevistados. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Segundo o levantamento, um dos receios das pessoas é com relação à possibilidade de aumento da inflação, situação que preocupa a maioria (51%). O pessimismo com o desemprego, por outro lado, caiu, passando de 46% para 39%.
A variação da inflação medida pelo Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) dos últimos 12 meses até outubro deste ano foi de 4,82%, com queda em relação aos 12 meses até novembro do ano passado (5,9%). O desemprego, por sua vez, encerrou o terceiro trimestre deste ano em 7,7%, frente a 8,8% no fechamento dos primeiros três meses de 2023.
A respeito da situação econômica pessoal, os entrevistados em geral também se mostraram otimistas. Um total de 62% disse acreditar que a situação vai melhorar. Um percentual ainda maior (70%) acredita que 2024 será melhor que 2023. Em relação aos últimos meses, a parcela de brasileiros que avalia ter havido melhora na economia do país oscilou de 35% para 33% na comparação com setembro.
A mesma avaliação fica acima da média entre os mais jovens (44%) e na região Nordeste (42%). Mas, o que, de fato, esperar da economia do Ceará do país para 2024? Taxa de juros e inflação, por exemplo, são indicadores que afetam diretamente a vida de todos os consumidores, podendo refletir diretamente no consumo das pessoas. No Ceará, as projeções são positivas. Pelo décimo mês consecutivo, o número de contratações com carteira assinada superou o de demissões. Em novembro, foram 4.674 novos empregos. De janeiro a novembro, são 58.413 postos de trabalho, principalmente no setor de serviços (32.212). Os dados são do Cadastro-Geral de Empregados e Desempregados e foram divulgados nessa quinta-feira (28) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Além disso, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,63% no 3º trimestre. “As expectativas para o Ceará, onde prevalece o setor de serviços, com quase 77% de contribuição, vai depender de uma série de variáveis. O PIB daqui deverá subir mais que o nacional, em torno de 1,8%, mas deverá ser menor que 2023, em razão da questão tributária, que deve prejudicar a renda da população, e o consequente desaquecimento da economia. Se tivermos menos renda, teremos menos consumo. Por outro lado, o estado é muito atrativo para novos investimentos com relação às energias limpas, e com isso poderemos ter dados mais positivos”, avaliou o vice-presidente do Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-CE), Davi Azim.
Já com relação ao cenário nacional, o economista Ricardo Coimbra acredita que 2024 será melhor. “Devemos ter crescimento próximo de 2,5% do PIB, com inflação reduzida. A taxa de câmbio não deve subir acima de R$ 5,1 e o desemprego deve alcançar 7,7%, enquanto os juros também devem cair em torno de 0,5%. Nesse cenário, o Banco Central observará se terá margem para mais uma redução. São alguns aspectos que observamos no cenário macroeconômico, de continuidade de melhoria do crédito e da atividade econômica do país, potencializados por programas como o Desenrola, por exemplo”, avaliou. Ainda segundo o especialista, se o governo conseguir atingir o chamado déficit zero, os indicadores serão ainda mais promissores.
Fonte: https://oestadoce.com.br/economia/otimismo-70-esperam-economia-melhor-em-2024/









