OPINIÃO | Taxar livros é novo obstáculo para reduzir imenso e perverso fosso social

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Ex-presidente da Biblioteca Nacional e do Cerlalc/Unesco (Centro Regional do Livro na América e no Caribe), coordenou a desoneração fiscal do livro, em 2004, e é autor de ‘Histórias de Gente Que Lê’, de onde foram extraídas as histórias abaixo

 

Otávio nasceu na favela e cresceu ouvindo que para ser alguém teria que ser boleiro ou pagodeiro. Ari vivia num lugar ermo e sonhava com a fama, só não sabia como. Esmeralda foi tirada da escola ainda criança para trabalhar como doméstica e viu seu mundo ruir. Dona Lydia cresceu sem saber ler e escrever e teve que pagar um preço alto por isso.

Todos eles são personagens reais de um Brasil desconhecido para muitos. Em comum, o fato de terem nascido e crescido em famílias pobres e nenhuma perspectiva de futuro. Só que, em algum momento da vida, algo também em comum selaria seus destinos: por obra e graça sabe-se lá do quê, os livros surgiram em seus caminhos. Algo se descortinou e um mundo novo e desconhecido pareceu, então, possível.

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