Opinião: “Quanto mais cabra, mais cabrito”, por Carlos Brasil

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Em artigo publicado no jornal O Povo deste sábado (14/5), o diretor de Organização do Sintaf, Carlos Brasil, reforça a necessidade de realização de concurso público na Secretaria da Fazenda do Ceará (Sefaz), diante do elevado número de aposentadorias e fechamento de unidades fazendárias. “Quanto mais fazendários, mais arrecadação, maior capacidade de investimento, melhores condições de vida para o povo”, defende Brasil.

Confira o artigo:

Quanto mais cabra, mais cabrito

A sabedoria popular ensina que o criador do simpático animal doméstico de nome científico Capra aegagrus hircus, interessado em aumentar a produção de carne, couro e leite, deverá multiplicar o número de filhotes. Simplesmente. Na prática, quanto mais isso, mais aquilo. Em síntese, recordemos o pensamento atribuído a Manezinho do Bispo, porteiro do Palácio Episcopal da cidade no século XIX: “Quando mais principalmente”, que traduzo por: “Melhor colherá quem mais semear”. E tudo isso tem a ver com a Secretaria da Fazenda do Estado.

Se queremos a Sefaz virtuosa que garantiu os recursos necessários ao Governo do Ceará nos últimos 20, 30 anos para desenvolver-se de maneira ampla e sustentável, que se façam mais concursos para o preenchimento de cargos, a exemplo do certame há pouco realizado, que não atende nem 30% da carência. Quanto mais fazendários, mais arrecadação, maior capacidade de investimento, melhores condições de vida para o povo. Embora o avanço tecnológico tenha proporcionado melhorias na qualidade do atendimento ao contribuinte, estes não se traduzem com a mesma intensidade em ganhos de eficiência no combate à sonegação e, por consequência, em aumento de arrecadação, luta que somente é possível com mais fazendários.

Falta servidor na casa. Muitos se aposentando, adoecendo, “partindo”. Cada vez mais o quadro funcional diminui. Unidades estão sendo sistematicamente fechadas sob essa alegativa. O desenvolvimento do Estado passa pelos escritórios e corredores da Fazenda, porquanto desenha-se, desde já, aura de efetiva insegurança para o Ceará. Sefaz que míngua, quedando diminuta, sem braços. Lembramos que fazer justiça social é também promover justiça fiscal. Quanto mais fazendários, melhor para o bom desempenho do seu papel de produzir riqueza e sustentabilidade.

Tê-los em um número suficiente significa sustentabilidade, especialmente agora, com o país envolvido em tantas dificuldades. É a certeza da continuidade das políticas públicas que propiciam melhorias substantivas na qualidade de vida da gente daqui.

Uma coisa é certa: quanto mais cabra, mais cabrito; quanto mais fazendários, mais esperança.

* Carlos Brasil é diretor de Organização do Sindicato dos Fazendários do Ceará

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