ONS: brasileiro pagará conta de luz sem taxa extra durante 2022

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Após escalada de preços, inflação e juros em alta e combustíveis também, o brasileiro pode, enfim, comemorar uma boa notícia. Segundo o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Carlos Ciocchi, a conta de luz dos brasileiros ao longo de 2022 deverá ser paga sem taxas extras para bancar usinas térmicas. O anúncio foi feito nessa segunda-feira (11/04).

Na segunda quinzena de abril a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vai adotar a chamada bandeira verde na conta de luz, depois de oito meses de vigência da bandeira de escassez hídrica, taxa extraordinária para cobrir o rombo gerado pela seca no setor.

A referida taxa extraordinária duraria até o fim de abril, mas o governo federal decidiu antecipar o fim, sob o argumento que os reservatórios foram recuperados com as fortes chuvas de verão e as medidas adotadas pelas autoridades do setor para poupar água durante a seca de 2021.
Ainda segundo Carlos Ciocchi os reservatórios das regiões Sudeste e Centro-Oeste terminam o período de chuvas no melhor nível desde 2012. As projeções do ONS sinalizam que, mesmo com chuvas semelhantes às do ano passado, não perderiam tanta água em relação ao momento atual.

Em razão disso, a expectativa, segundo o executivo, é que a geração térmica se limite a usinas inflexíveis, ou seja, aquelas que não podem parar. Essas usinas têm capacidade em torno de 4 mil MW (megawatts), bem inferior aos mais de 20 mil MW demandados de térmicas nos piores momentos da crise de 2021. “Teremos um ano bastante bom, bastante tranquilo, que não vai causar tanta dor de cabeça, tanta dor no bolso”, dsse Chiocchi.

Ainda segundo ele, é preciso manter os contratos das térmicas emergenciais contratadas pelo governo no auge da crise hídrica. Os contratos somam mais de R$ 39 bilhões e deverão ter os custos repassados ao consumidor nos próximos cinco anos. A necessidade das contratações dessas usinas foram justificadas pelo governo como necessárias para ajudar na recuperação de longo prazo dos reservatórios. “Na hora que tomamos a decisão [pela contratação] existia uma incerteza muito grande. Tínhamos duas escolhas: o arrependimento de contratar e o arrependimento de não contratar”, afirma. “A decisão acertada, a meu ver, foi contratar”, disse ele ao ressaltar que o setor elétrico brasileiro é reconhecido pelo cumprimento dos contratos e que seria prejudicial para a segurança jurídica do setor romper com os vencedores do leilão realizado em outubro de 2021.

Luiz Carlos Ciocchi reconheceu que algumas dessas usinas devem atrasar o início das operações, previsto para maio, por dificuldades na obtenção de licenças ambientais. Elas têm, por contrato, três meses adicionais para resolver eventuais pendências. Os valores, de acordo com Ciocchi, não é significativo para a conta das bandeiras tarifárias e, por isso, não demandará taxas extras. Além disso, o diretor desse que a execução de novos projetos de geração e de novas linhas de transmissão indica um que 2023 também deve ser um ano tranquilo para o setor elétrico.

O Estado

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