Nova política de preços da Petrobras mantém valores próximos ao modelo anterior

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Após um mês de implementação da nova política de preços da Petrobras para os combustíveis, especialistas afirmam que os preços praticados nas vendas às distribuidoras apresentaram pouca redução e continuam semelhantes aos valores de importação. De acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), houve uma redução de 1% no preço da gasolina e 9% no preço do diesel nas bombas.

Nos últimos seis anos, a Petrobras adotou a chamada “política de paridade de importação”, onde os preços dos combustíveis vendidos para as distribuidoras eram determinados com base nos custos de importação e transporte até os portos nacionais, levando em consideração o valor do dólar, o preço do barril de petróleo, além de gastos com transporte, taxas e seguros.

Essa estratégia beneficiava os importadores de combustíveis, que podiam competir com a Petrobras, que detém a maior fatia do mercado nacional. Quando a estatal praticava preços próximos aos de importação em suas refinarias, os importadores conseguiram se manter competitivos, situação que também era vantajosa para a empresa, uma vez que o custo de importação é maior do que o custo de produção nas refinarias.

Mas, a política de preços mudou em maio para atender a uma demanda do governo que queria reduzir os preços dos combustíveis. A Petrobras explicou que seus preços para as distribuidoras agora estão dentro de um intervalo que vai do maior valor que um comprador pode pagar antes de procurar outro fornecedor até o menor valor que a Petrobras pode praticar para manter seu lucro.

Sergio Araújo, presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), disse que o preço da Petrobras está apenas um pouco abaixo da paridade de importação, devido à valorização do real e ao preço do barril de petróleo. No entanto, ele destaca a falta de transparência na política de preços da Petrobras, o que gera insegurança entre os importadores. Preços muito baixos praticados pela Petrobras nas refinarias podem inviabilizar as atividades dos importadores de combustíveis no país, uma vez que cerca de 25% da demanda nacional é suprida por meio de importações.

Fonte: O Estado CE

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