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Saiu na Imprensa

  21/01/2019   
ECONOMIA

O Nordeste não pode esperar pelo Governo Federal

| Lauro Chaves | Prestes a ser empossado no Conselho Federal de Economia, ele e cinco conselheiros puxam o debate pelo desenvolvimento da Região

“Nós não podemos no Nordeste continuar esperando que o Governo Federal traga uma solução mágica, isso não existe”. É o que defende Lauro Chaves, doutor em desenvolvimento regional, ex-presidente do Conselho Regional de Economia do Ceará e que assume, em Brasília, no próximo dia 31 o cargo de conselheiro efetivo do Conselho Federal de Economia (Cofecon). Para ele, só uma grande pactuação política com o Governo, Congresso e a sociedade pode fazer com que o combate às desigualdades regionais não se dilua em meio a tantas outras prioridades econômicas do País.E há muitas pela frente. Em entrevista exclusiva ao O POVO, ele faz uma avaliação da nova equipe econômica, a necessidade das reformas política, tributária e da previdência e assegura: “Se você deixar de fora uma categoria, mesmo que o impacto financeiro seja maior, menor, ou for uma categoria pequena, em termos quantitativos, você perde credibilidade na reforma”. 

O POVO - O senhor assume esse ano o cargo de conselheiro no Conselho Federal de Economia (Cofecon). Quais as bandeiras prioritárias da gestão para 2019?

Lauro Chaves - O Conselho Federal de Economia é composto por 18 conselheiros de vários estados do Brasil e os estados maiores, logicamente, têm uma representativa maior. Então é uma grande conquista de articulação política quando nós, de estados menores, conseguimos a eleição para conselheiro efetivo do Conselho Federal porque este é um papel muito vasto e amplo. A função primeira do Conselho é a regulamentação e a normatização da profissão. E a nossa lei é de 1951, o mundo era diferente e o papel do economista na sociedade também. Então, nossa primeira grande luta este ano, na gestão do presidente Wellington Leonardo, é concluir esta atualização da lei do economista para o mercado de trabalho de hoje. 

OP - Qual o reflexo de se ter mais representantes de estados menores? 

Lauro Chaves - A cada ano renova %u2153 do conselho. Então estamos tomando posse agora no dia 31 de janeiro seis novos conselheiros, eleitos no ano passado, e através da articulação política, conseguimos com que dos seis conselheiros que estão tomando posse agora, quatro sejam do Nordeste (um do Maranhão, Bahia, Alagoas e Ceará). Somando com mais dois conselheiros que já estão, vamos ter %u2153 do conselho de nordestinos e isso é de uma importância política fantástica porque vamos trazer como um dos principais eixos o debate sobre o desenvolvimento regional.  Um debate que está cada vez mais esquecido. Temos hoje uma grande interrogação do papel do Banco do Nordeste no novo Governo, que tipo de papel a Sudene ou Dnocs vão ter ou não vão ter, etc. E não é deste Governo, mas a Sudene e o Dnocs estão sendo esvaziados, o BNB cresceu muito no microcrédito, mas já está sendo especulado que tem uma empresa nova que vai pegar o microcrédito da Caixa e do Banco do Nordeste. Tudo isso são especulações, mas o Conselho Federal tem o papel da vigilância e proposição crítica a tudo que está acontecendo e isso é uma questão apartidária. A maior mazela que o Brasil tem hoje é a desigualdade.

VER ENTREVISTA COMPLETA: https://www.opovo.com.br/jornal/dom/2019/01/o-nordeste-nao-pode-esperar-pelo-governo-federal.html

 

Marcadores: Conselho Federal de Economia Lauro Chaves
Fonte: O Povo
Link: https://www.opovo.com.br/jornal/dom/2019/01/o-nordeste-nao-pode-esperar-pelo-governo-federal.html
Última atualização: 21/01/2019 às 12:01:57
 
Nota da Assessoria: O Sintaf não se responsabiliza pelo conteúdo e/ou opiniões emitidas nas notícias reproduzidas nesta área. As notícias aqui disponibilizadas são reprodução de temas de interesse veiculados na mídia.
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