Nordeste bate recorde em geração de energia renovável

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|Em agosto| Ceará responde por 15,5% da geração solar e 12,75% da eólica

A região Nordeste do País alcançou novo recorde de geração instantânea no Sistema Interligado Nacional (SIN) de energias renováveis este mês. No dia 13, chegou a 3.178 MW, às 10h45 de energia solar, de acordo com registros da Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Deste montante, o Ceará responde por 15,5% da produção sendo o terceiro produtor da região, atrás apenas da Bahia e Piauí. Atualmente produz 635 MW de geração consolidada. No Brasil, o maior produtor deste segmento é Minas Gerais, o que torna o Ceará o quarto do País.

Eólicas

Já em relação a energia eólica, outro recorde alcançado no mês no subsistema Nordeste, o ONS informou que o pico de geração energia instantânea chegou a 15.631 MW, às 21h40, no último dia 12. O limite anterior era de 14.554 MW, ocorrido, às 09h08, do dia primeiro de agosto de 2022.

Do potencial registrado, o Ceará corresponde a 12,75%. O Estado produz atualmente 2,5 GW, ou seja, quase cinco vezes mais do que a solar.

Entre os principais motivos para este resultado favorável do Nordeste, que permanecerá ao longo do segundo semestre está a questão climática.

Vocação climática

“Estamos na chamada Safra 200, com mais intensidade dos ventos, desde julho, que segue até dezembro. E sem as chuvas do período de inverno, intensificando o sol”, informa Luiz Eduardo Moraes, diretor de geração distribuída do Sindienergia Ceará.

Diante deste cenário, ele explica que são grandes as chances do País continuar operando na tarifa verde nas contas de energia elétrica, o que significa não ter acréscimo na conta em virtude de problemas com escassez hídricas.

“O ano passado o que salvou o Brasil do racionamento de energia elétrica foi o Nordeste. Esse ano não temos esse problema em virtude das chuvas no primeiro semestre. A tendência é que os recordes aconteçam várias vezes ainda este ano, por conta da eficiência do sol e dos ventos. Pelo perfil da região todo o Nordeste cresce junto e o Ceará acompanha”, afirma o executivo.

Agentes de geração de energia

Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), atualmente, o Ceará tem 159 agentes de geração de energia, sendo 99 eólicos, 30 solares, 29 fotovotaicas e uma central geradora hidrelétrica. Moraes ainda confirma que, em construção, existem projetos de energia solar de 250 MW e 50 MW de eólica no Ceará.

Consumo

Já o levantamento divulgado ontem, 18, pelo Ministério de Minas e Energia (MME) referente ao mês de maio informou que, em 2022, a Oferta Interna de Energia (OIE) deverá crescer menos que o consumo final de energia nos setores econômicos.

Segundo o Boletim Mensal de Energia, isso ocorrerá devido à redução das perdas de energia na geração termelétrica, decorrente da recuperação da geração hidráulica, após apresentar recuo de 8,5% em 2021.

Assim, a expectativa é que, as fontes renováveis aumentem sua participação na matriz elétrica este ano. A estimativa projetada pelo Ministério é que a OIE aumente em 1,3%, com 305,1 milhões de toneladas equivalente de petróleo, e 46,4% de fontes renováveis, em relação ao ano passado.

O levantamento apontou que o consumo de eletricidade aumentou 4,2% na comparação com maio de 2021. O consumo comercial segue em destaque com alta de 13%; o residencial com 2,8%; e o industrial com 2,3%.

O boletim destaca, também, que as tarifas de energia elétrica apresentam altas significativas no acumulado do ano, comparado a 2021, ficando acima de 20% para cada um dos setores residencial, comercial e industrial, ainda que tendo apresentado recuo em abril. A tendência, no entanto, é, segundo o ministério, de baixa gradativa para os próximos meses de 2022.

Segundo o boletim, que, ao acompanhar variáveis (energéticas e não energéticas) busca estimar o comportamento mensal e acumulado da demanda total de energia do país, o consumo final de energia deve chegar a 2,5% devido a expansão da participação hidráulica.

“Para a Oferta Interna de Energia Elétrica (OIEE), espera-se o aumento de 3% na matriz energética brasileira, sendo as fontes de energia renováveis responsáveis por mais de 84% da geração elétrica”, informou o MME, referindo-se aos dados específicos para avaliação da oferta exclusivamente elétrica. Com relação à oferta de energia hidráulica no país, a alta é de 8,9% no ano.

De acordo com o levantamento, o consumo de eletricidade aumentou 4,2% na comparação com maio de 2021. “O consumo comercial também segue em destaque, com alta de 13%; o residencial com 2,8%; e o industrial com 2,3%”.

Tarifas

O boletim destaca, também, que as tarifas de energia elétrica apresentam altas “significativas” no acumulado do ano, comparado a 2021, ficando “acima de 20% para cada um dos setores residencial, comercial e industrial”, ainda que tendo apresentado recuo em abril. A tendência, no entanto, é, segundo o ministério, de “baixa gradativa” para os próximos meses de 2022. (Com Agência Brasil)

Hidráulica

Boletim Mensal de Energia também mostra que Oferta Interna de Energia (OIE) deverá crescer menos que o consumo final de energia nos setores econômicos devido à recuperação da geração hidráulica

Consumo

Segundo o MME, o consumo de eletricidade em maio deste ano aumentou 4,2% na comparação com maio de 2021.

Fonte: O Povo

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