No mês de junho, as famílias e as empresas pagaram as maiores taxas de juros do ano.

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Para pessoas físicas, a taxa média de juros no crédito livre chegou a 51,5% ao ano, avanço de 1,1% se comparado a maio, e de 11,7% em 12 meses.

Nas contratações com empresas, a taxa livre cresceu 0,7% no mês e 8,1% em 12 meses, alcançando 22,6% ao ano. Os dados são das Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas nessa segunda-feira (29) pelo Banco Central.

Para pessoas físicas, o destaque foi o cartão, com alta de 2,1% no mês, alcançando 78,7% ao ano. No crédito rotativo, aquele tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão, o aumento foi de 1,6%, para 370,4% ao ano. Após os 30 dias, as instituições financeiras parcelam a dívida. No caso do cartão parcelado, os juros subiram 0,5%, para 173,2% ao ano.

Também influenciaram o aumento dos juros para as famílias as taxas do cheque especial, com aumento de 1,3% e 129,2% ao ano. Os juros do cheque especial subiram 1,3% no mês e 129,2% ao ano.

No crédito livre às empresas, houve incrementos na maioria das modalidades, especialmente em capital de giro, alta de 1,3%, para 23,3% ao ano; cheque especial, aumento de 2%, chegando a 316,9% ao ano; e desconto de cheques, que subiu 1,5%, alcançando 36,8% ao ano.

Nesse cenário, o endividamento das famílias brasileiras registrou recorde de 52,8% em maio, na série histórica iniciada em janeiro de 2005. Com a exclusão do financiamento imobiliário, que pega um montante considerável da renda, ficou em 33,5% no mês.

Já o comprometimento da renda, relação entre o valor médio para pagamento das dívidas e a renda média apurada no período, ficou em 27,6% naquele mês. Para esses últimos dados, há uma defasagem maior do mês de divulgação.

Fonte: O Estado CE

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