Mobilizada, categoria fazendária está disposta a paralisar

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P.F. Ipaumirim

Os diretores do Sintaf deram continuidade, nesta quarta-feira (8), à programação de mobilizações dos fazendários lotados na capital e interior do Estado. “A categoria está disposta a paralisar, devido à relevância e urgência dos pleitos”, destaca o diretor de Organização do Sintaf, Lúcio Maia. Junto aos diretores Marlio Lima e Raimundo Filho, Lúcio visitou o posto fiscal de Tianguá (turma B) e a Cexat Sobral. Na pauta da paralisação, marcada para o período de 19 a 23 de outubro, está a solução da ADI 5299, regulamentação do teto remuneratório, incorporação do piso do PDF, revisão do cálculo da média do PDF para aposentadoria, regulamentação do Ponto de Gestão, discussão da reestruturação da Secretaria da Fazenda e concurso público para todos os cargos da Sefaz.

“Todas as reivindicações que motivaram a nossa paralisação são importantes, mas uma tem gerado um grande incômodo na categoria fazendária: a alteração do cálculo da média do PDF para a aposentadoria. Os servidores estão inconformados e não aceitam a mudança na regra, haja vista que a lei complementar 210/2019, da Reforma da Previdência Estadual, pode ser alterada e resolver o problema. Todos os pleitos são relevantes, mas a mudança no cálculo da média do PDF foi a gota d’água”, explica Lúcio.

Os diretores Carlos Brasil, Remo César e Célia Elói também deram continuidade às mobilizações na região do Cariri. Foram mobilizados os postos fiscais de Ipaumirim, Monte Alegre, Jati (turma B) e Penaforte (turma B), além dos núcleos de atendimento em Brejo Santo e Crato. “Nestes locais, a reclamação é a mesma: poucos servidores, pessoal trabalhando no limite e metas exaustivas”, explica o diretor Remo. “Assim como nos demais locais visitados, a preocupação é grande com a ADI 5299 e com com a média do PDF para aposentadoria”, acrescenta.

Servidores conscientes

Na capital, os diretores Kleber Silveira e Jucélio Praciano visitaram ontem as setoriais da Cesec, destacando os seis pontos que desencadearam a paralisação na semana 19 a 23 de outubro. “Evidenciamos, ainda, a defasagem salarial acumulada nos últimos seis anos de governo Camilo, devido à não reposição da inflação”, relata Kleber. “Percebemos a tomada de consciência dos colegas da Auditoria Fiscal para o momento decisivo que estamos vivenciando. Se não nos posicionarmos agora, poderemos nos arrepender pelas próximas décadas”, alerta o diretor.

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