Mesmo com recuo, desemprego ainda atinge 13,7 milhões

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A taxa de desemprego no Brasil teve recuo para 13,2% no trimestre encerrado em agosto. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta quarta-feira (27/10). Mesmo com recuo, desemprego ainda atinge 13,7 milhões de brasileiros.

A baixa foi puxada pelo aumento de pessoas ocupadas, principalmente em postos de trabalho informal. Isso quer dizer que houve maior geração de empregos, mas com uma renda inferior na média. Isso guarda relação com a volta do trabalho informal, que costuma registrar salários menores.

No trimestre anterior, até maio, a taxa de desemprego estava em 14,6%. Em igual período de 2020, era de 14,4%. Pelas estatísticas oficiais, um trabalhador é considerado desocupado quando não está atuando e segue em busca de novas oportunidades, com ou sem carteira assinada ou CNPJ.

A taxa de desemprego até agosto (13,2%) veio um pouco abaixo do nível esperado pelo mercado. Analistas consultados pela agência Bloomberg projetavam indicador de 13,4%. No trimestre, a população ocupada chegou a 90,2 milhões de pessoas, o que representa alta de 4%, algo em torno de 3,5 milhões de pessoas, ante o trimestre móvel encerrado em maio.

Dos 90,2 milhões de ocupados, 53,1 milhões (58,9%) trabalhavam de maneira formal. Os demais 37,1 milhões, que representam 41,1%, são informais. “O nível de ocupação subiu 2 pontos percentuais para 50,9%, o que indica que mais da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no país. Em um ano, o contingente de ocupados avançou em 8,5 milhões de pessoas”, destacou o IBGE.

O IBGE também destacou que o rendimento real habitual dos trabalhadores ocupados foi de R$ 2.489 no trimestre até agosto. A marca corresponde a quedas de 4,3% frente ao trimestre anterior e de 10,2% frente a igual período de 2020. Ainda segundo o IBGE, as baixas foram as maiores em termos percentuais na série histórica, iniciada em 2012, em ambas as comparações.

Ainda segundo o órgão, em comparação ao mesmo trimestre de 2020, as maiores reduções no rendimento médio ocorreram em ocupações na indústria (-13,8%, ou menos R$ 396), no segmento de alojamento e alimentação (11,6%, ou menos R$ 196), no comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (-9,6%, ou menos R$ 207) e na construção (-9,2%, ou menos R$ 187).

Conta própria
Os dados mostraram ainda que a quantidade de trabalhadores que atuam por conta própria voltou a bater recorde, atingindo 25,4 milhões. Adiciona-se a esta quantia aqueles trabalhadores que atuam com CNPJ, que são um total de 6 milhões, além daqueles que trabalham sem o registro, um total de 19,4 milhões.

A chegada da pandemia, em 2020, atingiu em cheio o mercado de trabalho. Com as restrições e a paralisação de empresas, houve destruição de vagas em diferentes setores, e mais brasileiros foram forçados a procurar emprego. Na visão de analistas, a melhora consistente do quadro depende em grande parte do desempenho do setor de serviços.

Fonte: O Estado CE

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