Mercado cearense de energia limpa projeta novos investimentos

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O Ceará inicia 2023 mantendo tendência de crescimento na produção de energia limpa. Na primeira semana do ano, a energia solar se tornou a segunda maior matriz elétrica brasileira, com 23,9GW de potência instalada, deixando para trás a produção eólica (23,8GW). As hidrelétricas se mantêm em primeiro lugar, segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), e reforçam o potencial das novas formas sustentáveis de gerar eletricidade, encontrando no Ceará um campo cada vez mais promissor.

Na Geração Distribuída (GD), por exemplo, modalidade em que o sistema gerador fica próximo ou na própria unidade de consumo, como uma residência, o Estado apresenta 536MW de capacidade instalada, atrás apenas da Bahia (684MW), segundo o levantamento, para o Nordeste, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
De olho nesse mercado, que inclui as metas de descarbonização de todos os setores produtivos, surgem novos projetos e aportes financeiros. Um dos projetos para 2023 é a ampliação Complexo Arapuá, de 500MWp, em Jaguaruana, no Ceará, por parte da pernambucana Kroma Energia. O investimento será de R$1,7 bilhão e deve movimentar a geração de mão de obra na região, com a geração de cerca de 1.500 empregos diretos e 400 indiretos, na execução do projeto.

Outra novidade na área foi lançada no último dia 19, em São Gonçalo do Amarante, no Pecém, pela EDP Brasil, com a primeira unidade de geração de hidrogênio verde (H2V) da empresa e do Ceará. O investimento foi de R$42 milhões e a capacidade de geração é de 1,25MW.

Fonte: O Estado do Ceará

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