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27/02/2018

Fala Fisco - Nº 63 - fevereiro 2018

Reforma estatutária visa fortalecer a Cafaz

A Caixa de Assistência dos Servidores Fazendários Estaduais (Cafaz) abriu, no último dia 2 de fevereiro, Assembleia Geral Ordinária para discutir e deliberar acerca da reforma de seu Estatuto. A principal mudança diz respeito à abertura da Cafaz à inclusão de outras categorias, como forma de fortalecer o plano. No dia 5 de março, nova Assembleia reunirá os associados para decidir o futuro da Caixa de Assistência. Para esclarecer um pouco mais sobre o tema, o Fala Fisco entrevistou o presidente da Cafaz, Marcus Augusto Ferreira, e o diretor executivo, Luiz Pontes.
 
Como surgiu a proposta de abrir a Cafaz a outras categorias?

Marcus Augusto: Essa ideia existe há muitos anos. Somos considerados um plano pequeno, com pouco mais de 9 mil vidas, e sempre foi levantada a necessidade de ampliarmos esse número de pessoas. Os concursos estão mais raros (o último, na Sefaz, ocorreu há mais de dez anos) e o amadurecimento da carteira de associados nos aponta um desafio maior. 
 
Existe alguma resistência da categoria em relação a essa proposta?

Marcus Augusto: Existe preocupação. Parte dos associados questiona se a abertura irá reduzir a qualidade do atendimento da Cafaz. Na verdade, o sistema da Cafaz hoje está preparado para suportar até 100 mil vidas. Além do mais, temos uma equipe extremamente profissional, bem dimensionada, com conhecimento acumulado ao longo de 26 anos de história. Diante disso, nós temos a capacidade de absorver mais beneficiários exatamente para fortalecer a equipe.

Luís Pontes: A abertura da Cafaz é uma necessidade. Não há outra alternativa a não ser buscar novos caminhos. Temos nove mil vidas e destas, duas mil estão acima de 59 anos. A faixa etária anterior também é numerosa. O custeio da saúde é caro e vai ficando mais pesado para o associado, já que o nosso sistema é rateio.
 
Essa alternativa resolve o problema de forma definitiva?

Marcus Augusto: Não resolve, mas fortalece bastante. A nossa expectativa é ter cerca de 5 a 8 mil vidas a mais, supondo que consigamos absorver seis carreiras de Estado com poder aquisitivo semelhante ao dos fazendários. No entanto, para manter uma oferta de serviços de saúde de alto padrão, precisaremos sempre de mais recursos. Mas se conseguirmos dobrar o número de beneficiários, iremos ter uma longevidade maior. Isso não contraria iniciativas de buscar outras fontes de receita. O projeto da Lei Orgânica, por exemplo, coordenado pelo Sintaf, prevê mais recursos para a Cafaz. Quanto mais recursos, melhor. Mas a proposta atual é a que está mais à mão, é a que temos condições de trabalhar de forma imediata. 
 
Com a aprovação da reforma estatutária, quais serão os próximos passos?

Marcus Augusto: Primeiro, o fazendário precisa compreender e aprovar essa proposta através da assembleia, dentro de um processo democrático que viemos trabalhando há dois anos e meio. Uma vez aprovada, nós vamos consultar a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Estamos otimistas em relação a isso porque nós seguimos rigorosamente as normas. Por fim, iremos a essas categorias captar as pessoas. Já temos alguns sinais positivos.
Luís Pontes: Uma das minhas preocupações, como um dos fundadores da Cafaz, é a gestão. Nossa preocupação é dar continuidade ao trabalho que vem sendo desenvolvido ao longo dos 26 anos da Cafaz. A boa gestão é fundamental para o sucesso do plano. 
 
▪ A proposta de alteração estatutária da Cafaz está disponível em www.cafaz.org.br. Questionamentos e sugestões podem ser enviados para ouvidoria@cafaz.org.br.
 
Última atualização: 01/03/2018 às 12:15:05
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