Inflação em Fortaleza é a segunda maior do País

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril na Grande Fortaleza registrou alta de 0,75% em relação ao mês anterior. No ano, a variação acumulada é de 3,36%

 A inflação na região metropolitana de Fortaleza fechou o mês de abril com alta de 0,75%, em relação ao mês anterior. Acima da média brasileira, 0,31%, e a segunda maior do País. Atrás apenas de Rio Branco (AC), que ficou em 0,96%. Os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foram divulgados nesta terça-feira, 11, pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE).

O indicador em abril ficou 0,03 pontos percentuais acima da taxa de março (0,72%). No ano, o índice acumula alta de 3,36% e, em 12 meses, de 8,03%. Em abril de 2020, a variação havia sido de -0,12%.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito tiveram avanço de preços em abril. A maior variação mensal foi observada no grupo Vestuário, com alta de 2,30%. Em seguida, aparecem: Saúde e cuidados pessoais (1,62%); Habitação (1,37%); Artigos de residência (1,32%); Educação (0,45%); Transportes (0,37%); Alimentação e Bebidas (0,26%); e Comunicação (0,20%). O único grupo a seguir movimento inverso foi o de Despesas Pessoais (-0,09%).

A principal influência da disparada nos preços de Vestuário foi o aumento nas roupas (2,74%) – com destaque para os vestidos (4,10%), camisetas masculinas (3,82%) e calça comprida feminina (3,49%). Já no grupo Saúde e cuidados pessoais, tiveram destaque a elevação nos preços dos anti-inflamatórios e antirreumáticos (7,75%) e hipotensor e hipocolesterolêmico (6,60%).

No grupo alimentação e bebidas, o de maior peso para composição do índice (24,14% de participação), os itens que registraram maior alta foram: uva (10,43%), chã de dentro (5,94%) e fígado (4,76%). A alimentação no domicílio registrou queda de -0,02%, enquanto  a alimentação fora do domicílio ficou em 1,12%.

No Brasil, todas as dezesseis áreas pesquisadas apresentaram variação positiva. O maior resultado ficou no município de Rio Branco (0,96%), principalmente por conta dos produtos farmacêuticos (4,50%). Já o menor resultado foi observado em Brasília (0,05%), especialmente em função da queda no preço da gasolina (-1,47%).

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de um a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília.

Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados entre 30 de março e 29 de abril de 2021 (referência) com os preços vigentes entre 2 e 29 de março de 2021 (base).

Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com renda de até cinco salários mínimos, ficou em 0,79% em abril. São 0,14 pontos percentuais a mais do que a variação observada na passagem de fevereiro para março. No ano, o índice acumula alta de 3,34% e, em 12 meses, de 8,45%.

No Brasil, o INPC em abril foi de 0,38%, 0,48 p.p. abaixo do resultado de março (0,86%). No ano, o indicador acumula alta de 2,35% e, nos últimos doze meses, de 7,59%, acima dos 6,94% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em abril de 2020, a taxa foi de -0,23%.

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