IBGE: desemprego recua 12,6%, mas ainda atinge 13,5 milhões

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Muitos setores da economia começam a retomar o sentido normal, impulsionados pelo avanço da vacinação e da redução dos números de covi-19. Nesse cenário, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o desemprego no Brasil recu-ou 12,6%, mas ainda atinge 13,5 milhões de brasileiros. A queda foi puxada pelo trabalho no setor informal. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (30/11).

No segundo trimestre de 2021, a taxa de desemprego estava em 14,2% e em 14,9% no ter-ceiro de 2020. Os resultados integram a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). De acordo com as estatísticas oficiais, uma pessoa está desem-pregada quando não tem trabalho e segue à procura de novas oportunidades profissionais.

A taxa de desocupação estimada pelo IBGE, de 12,6%, ficou próxima das expectativas do mercado financeiro. Analistas consultados pela agência Bloomberg projetavam indicador de 12,7%. A queda do desemprego foi influenciada pelo aumento da população ocupada. Essa parcela, que tinha algum tipo de trabalho, foi estimada em 93 milhões de pessoas.

“No terceiro trimestre, houve um processo significativo de crescimento da ocupação, permitindo, inclusive, a redução da população desocupada, que busca trabalho, como também da própria população que estava fora da força de trabalho”, avalia a coordenadora de trabalho e rendimento do IBGE, Adriana Beringuy. Segundo o instituto, o aumento da ocupação está relacionado sobretudo ao setor informal.

Informalidade
A queda do desemprego no Brasil continua sendo puxada pela informalidade. Das 3,6 mi-lhões de pessoas a mais na população ocupada, em relação ao trimestre imediatamente an-terior, cerca de 1,9 milhão atuavam sem carteira assinada ou CNPJ. Isso quer dizer que o ingresso no mercado de trabalho tem sido marcado por salários menores.
O rendimento real habitual foi estimado pelo IBGE em R$ 2.459. Esta é a menor marca para o terceiro trimestre desde o começo da série histórica, em 2012, o que representa baixa de 11,1% em relação a igual período do ano passado, quando o país registrou rendimento de R$ 2.766.

Fonte: O Estado CE

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