“Há coleção de fatores para a queda dos juros”, diz Fernando Haddad

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A expectativa de que o Banco Central reduza na próxima semana a Taxa Selic, a taxa básica de juros, segue uma crescente. Nesta quinta-feira (27/07), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que “há coleção de fatores para a queda dos juros”. Desde agosto de 2022, os juros básicos da economia estão em 13,75% ao ano, no maior nível desde o início de 2017. O ministro deu a declaração ao ser questionado sobre a elevação da nota da dívida pública brasileira anunciada na quarta-feira, 26, pela agência de classificação de risco Fitch.

A Fitch aumentou a nota da dívida pública brasileira de BB- para BB. A agência botou o país duas posições abaixo do grau de investimento, espécie de selo de bom pagador que atesta a capacidade de um país honrar os compromissos e não dar calote na dívida pública.
Já os analistas de mercado do boletim Focus, pesquisa semanal do BC com instituições financeiras, acreditam que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzirá a Taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,5% ao ano. Além da decisão da Fitch e da elevação da perspectiva de melhoria de nota pela Standard & Poor’s (S&P), outra agência de classificação de risco, o comportamento da inflação tem reforçado as previsões de corte nos juros.

Em junho, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou negativo em 0,08%, a primeira deflação em nove meses. O IPCA-15, por sua vez, serve é uma prévia da inflação oficial, ficou negativo em 0,07% neste mês. Nos últimos 12 meses, o IPCA acumula alta de 3,16%. O IPCA-15 soma 3,19% no mesmo período. Para o segundo semestre, os analistas ouvidos pelo boletim Focus acreditam num leve repique da inflação, mas o IPCA deverá encerrar o ano em 4,9%.

Fonte: O Estado CE

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