O presidente Luiz Inácio Lula da Silva juntamente com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira e outros ministros de Estado assinaram, nesta quinta-feira (14/09), em cerimônia no Palácio do Planalto, o Projeto de Lei do Programa Combustível do Futuro, que será encaminhado ao Congresso Nacional. O novo combustível é uma criação da HIF (Highly Innovative Fuels) e tem como matéria-prima apenas o ar e a água.
O e-fuel tem como objetivo a diminuição da dependencia do petróleo, que é um recurso natural finito e a diminuição da emissão de gases de efeito estufa. “A gente precisa integrar as políticas públicas, dar incentivo para as energias renováveis e atrair os investimentos para dar competitividade aos biocombustíveis em relação aos combustíveis fósseis. Temos que investir na nossa industrialização, desenvolver a bioeconomia nacional, gerar emprego e renda para as brasileiras e brasileiros. E podemos fazer tudo isso promovendo uma descarbonização ao menor custo para a sociedade”, defendeu o Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
O novo combustível também é responsável pela emissão de poluentes, pois não aumenta a quantidade de carbono no ambiente. Isso porque, a queima desse gás libera na atmosfera a mesma quantidade utilizada para a sua produção. Além disso, o e-fuel pode ser fabricado na forma de diesel e não há necessidade de alterações nos motores que utilizam a versão fóssil desses combustíveis.
Produção
A produção da gasolina sintética é feita sem utilizar o petróleo. Para isso, são utilizados eletrolisadores para dividir as moléculas de água por meio da energia eólica. A partir disso, o dióxido de carbono capturado da atmosfera é filtrado e combinado com o hidrogênio da água para produzir o metanol sintético, que é convertido no e-Fuel.








