Fórum dos Servidores critica falta de diálogo na definição da reposição salarial

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Em vídeo divulgado em seu Instagram (@fuaspec), o Fórum Unificado das Associações e Sindicatos dos Servidores Públicos Estaduais (Fuaspec) criticou a falta de abertura do governo Camilo Santana para o debate do índice de reposição salarial dos servidores. Em 22 de dezembro, último dia de trabalho legislativo, o governo apresentou o percentual linear de 10,74%, parcelado em duas vezes, sem oportunizar a discussão do tema.

A concessão do percentual para todos os servidores, incluindo aposentados e pensionistas, é apontada como uma conquista pelo Fuaspec – fruto da luta sindical. No entanto, a dívida do governo em relação às perdas salariais acumuladas já estava em 43,69%. Além disso, na mesma data foram aprovados planos de cargos e carreiras (PCCs) de algumas categorias sem a devida concordância das entidades representativas.

“A reposição é um direito constitucional, previsto em lei, que o governo está descumprindo quando ele nos deve 43,69% e sinaliza com 10,74%”, argumenta a coordenadora geral do Fuaspec, Eliene Uchôa.

“Revisão não é aumento, mas manutenção do poder aquisitivo. A revisão que aconteceu sequer consegue manter o poder aquisitivo dos servidores”, destacou o deputado estadual Renato Roseno (PSol).

O parlamentar criticou, ainda, a alteração de 19 Planos de Cargos e Carreiras (PCCs) sem respeito às mesas de negociação específicas. “Os PCCs foram aprovados a toque de caixa. O governo tem que respeitar os sindicatos e associações, até porque há muito ex-sindicalista em posto de secretaria que deveria fazer jus à sua própria biografia pessoal e valorizar as negociações com os sindicatos e associações”, ironizou.

Renato Roseno também ressaltou a importância de valorizar o servidor público. “Nesta pandemia, a vida do mais pobre foi salva pela politica pública – e quem faz a politica pública é o servidor público”.

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