Fortaleza registra maior inflação entre as capitais do país

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) foi de 1,41%, 0,43 ponto percentual (p.p.) acima da taxa de 0,98%, de abril. A taxa é a maior do País para o mês, sendo 0,94 p.p. maior que o índice nacional (0,47%). A alta na RMF foi puxada por energia elétrica (6,97%) e gasolina (2,19%). No ano, o IPCA acumula alta de 5,96% e, nos últimos 12 meses, de 11,89%, acima dos 11,56% observados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em maio. A maior variação veio do grupo Habitação, com alta de 2,59%, seguido por Transportes, com 2,20% de aumento, Comunicação, com 1,30%, e Alimentação e bebidas, com 1,14%. Os demais grupos ficaram entre o 0,92% de Saúde e cuidados pessoais e o 0,02% de Educação.

No grupo Habitação (2,59%) a maior alta foi na Energia elétrica residencial (6,97%).
No grupo Transportes (2,20%), os maiores índices registrados foram no Gás veicular (18,05%), nas Passagens aéreas (17,64%), e no Táxi (5,20%). A Gasolina teve alta de 2,19%.
No grupo Alimentação e bebidas, os aumentos foram maiores nos itens: Cebola (26,88%), Manga (20,73%), Carne de porco (6,97%), Caldo concentrado (6,49%), Carne de carneiro (5,58%), Queijo e Farinha de Mandioca (ambos com 4,42%), Presunto (3,92%), Patinho (3,89) e Frango inteiro (3,88%).

Cesta básica mais cara
A análise da empresa de inteligência de mercado Horus em parceria com o Ibre FGV que acompanha mensalmente o valor médio de uma cesta de consumo básica de alimentos em oito capitais registou aumento em sete delas em maio.
As altas variaram de 0,7% a 2,8%, que representam patamares muito inferiores aos registrados em abril, de 5% a 10,7%. Fortaleza (2,8%), Manaus (2,5%) e Salvador (2,5%) tiveram os aumentos mais elevados na comparação com abril. Rio de Janeiro (0,7%) e São Paulo (1,4%) registraram as menores altas.

A cesta básica mais cara com 22 alimentos de maior presença nas compras foi a do Rio de Janeiro (R$ 891,21), seguida pelas de São Paulo (R$ 879,94) e Fortaleza (R$ 788,03), segundo o monitoramento.

O Estado do Ceará

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